“Vamos dialogar com os colegas. Não mudamos de opinião em 24 horas. Todos esses colegas têm um percurso no SESARAM de longos anos”, afirmou o secretário regional da Saúde e Protecção Civil, logo após a tomada de posse do novo director clínico , Mário Pereira.
Pedro Ramos recebeu a carta de demissão conjunta de 33 directores de serviço do SESARAM - mais de dois terços do total de serviços - em protesto pela nomeação de Mário Pereira que resultou de um acordo partidário, entre o PSD e o CDS.
“Conto com eles todos porque o serviço de saúde faz-se com as pessoas, faz-se com os profissionais que têm responsabilidades acrescidas, que são os directores de serviço. Não acredito que em 24 horas, tudo o que é o histórico do SESARAM e o sucesso da Saúde na Região possam ser anulado”, afirmou secretário regional, repetindo a ideia que deixou no discurso da cerimónia de tomada de posse.
“O que é preciso é termos diálogo e construirmos a nova fase e o novo ciclo do serviço regional de saúde”, sublinha o secret+ario que diz ter confiança é si próprio para resolver o problema.
Mário Pereira fez um discurso curto, em que apelou à unidade, mas em que também lembrou que o SESARAM tem mais de 700 médicos, a maioria jovens.
O ex-deputado o CDS e novo director clínico acredita que vai conseguir manter as equipas clínicas que se demitiram.
“Vamos trabalhar, como as anteriores direcções clínicas trabalharam e estou absolutamente confiante que terei o apoio de muitos médicos. Nesta casa há 704 médicos e vamos tratar todos de igual forma, com todo o respeito. Conto com o apoio do senhor secretário e já há dados muito concretos de apoio aos diferentes profissionais para termos uma equipa clínica motivada. “As dificuldades podem aparecer, mas estamos aqui com toda a frontalidade para os resolver”, afirmou.

