Começou ontem a ser administrada no Reino Unido a vacina da
Covid-19 criada pela Pfizer, mas tanto lá, como em geral, há um sentimento de
receio associado à nova vacina, criada em tempo recorde. O presidente da
direcção da Delegação da Madeira da Ordem dos Farmacêuticos diz que para já não
há motivos para receio.

Apesar de ser a primeira vez que há uma vacina em
distribuição contra o SARS-CoV-2, o vírus que mudou o mundo no último ano, toda
a investigação e trabalho realizados nestes meses foram precisamente no sentido
de torná-la segura, sublinha Tiago Magno. “Todos os ensaios clínicos que se
fizeram até agora foram precisamente no sentido de detectar os efeitos
secundários, doses máximas”, explicou. “À partida temos um elevado grau de segurança
com a vacina. Claro que não vai subtrair o facto de estar a ser administrada
agora em grandes agrupamentos públicos”, salvaguardou.

Tiago Magno diz que esta aplicação massiva será acompanhada de
avaliação e crê que a vacina não sairia para o mercado, se não fosse segura. "Os
modelos que já se criaram, os algoritmos, já se sabe à partida os efeitos. Digamos
que os principais e os mais prejudiciais foram eliminados e ela é segura. Claro
que obviamente vamos sair de um ensaio de laboratório na fase final, em que já temos
uma amostragem significativa de pessoas que já a testaram, e vamos
começar agora a administração pública, a distribuição. À partida os efeitos
serão minimamente contidos, a não ser que haja realmente mais algum que tenha
escapado e que só seja possível de demonstrar através de uma população mais abrangente”.

Alguns estudos ainda continuam, há outras vacinas de
diferentes laboratórios em fase final. Isto assim como a aplicação num grande
número de pacientes pode significar no futuro nova informação sobre a vacina.

Sobre a desconfiança de algumas pessoas em relação à vacina,
a resistência inicial, o representante da Ordem dos Farmacêuticos diz que é normal,
dado ser algo novo. “Isto é uma vacina feita em tempo recorde, as pessoas têm
mais receio por esse facto”. E compara com o tempo de existência da Gripe o
desenvolvimento da vacina contra esta.

É de esperar ainda que com o tempo outras vacinas mais
evoluídas surjam.