Afinal a realização do segundo teste PCR para os
viajantes vindos do exterior que chegam ao Aeroporto da Madeira só está a ocorrer
– e quando ocorre – no período previsto (5 a 7 dias) após o desembarque, mesmo
que cheguem com o teste feito nas 72 horas antecedentes à viagem. Neste caso a
realização do segundo teste não leva em conta a data do primeiro teste mas a
data do desembarque, situação que tem frustrado as expectativas de quem
procurou ‘encurtar’ o período de isolamento profilático viajando com o teste (negativo)
já feito.
Para agravar a confiança no sistema de ‘controlo’
montando na Região, vários residentes, emigrantes e até estudantes que viajaram
para a Madeira nas últimas semanas acabaram por não serem convocados para o
segundo teste obrigatório.
Confrontado hoje pelo DIÁRIO sobre estas falhas que desmotiva
quem chega à Madeira a cumprir o isolamento profiláctico até resultado negativo
do segundo teste, o presidente do Governo Regional evitou responder
directamente às questões, mas não deixou de desvalorizar o que considera ser “uma
falha ou outra”.
Ciente que “há sempre queixas” e que estas são compreensíveis
tendo em conta o “trabalho exaustivo” e mesmo “assoberbante” que envolve os
técnicos de saúde, tendo em conta “o número elevadíssimo de análises e de
resultados para transmitir”, o presidente do Governo Regional admitiu que “pode
haver uma falha ou outra” que deve merecer a compreensão dos visados.
“É normal que as pessoas se queixem”, mas mais fundamental
“é perceber que estas equipas estão a trabalhar desde Março” em trabalho
contínuo.
Já em relação ao teste feito na origem não contar para
encurtar o prazo de isolamento profiláctico na Região a que estão obrigados
residentes, estudantes e emigrantes, considerou não ser razão para dramas. “Têm
de esperar pelo segundo teste (…) Coitadinhos não podem esperar 5 ou 7 dias.
Alguém vai morrer? Se o estudante vai para casa e está isolado até resultado do
segundo teste (até 7 dias após a chegada) há algum drama nisso?” respondeu hoje, à margem de visita a unidade industrial em Gaula.

