O presidente do Governo Regional elogiou hoje o professor Rui
Carita pela publicação do sexto e último volume da colecção ‘História da Madeira.
Século XX - O caminho para a Autonomia’, editada pela Associação Académica da
Universidade da Madeira. Miguel Albuquerque frisou um grande historiador
e um homem com uma grande cultura que lança agora “uma obra que já fazia falta ao
panorama editorial da Madeira” e que conta a história da Região até ao século
XX em diversos volumes.
“Quem não conhece o passado tem grande dificuldade em perceber
o presente e perspectivar o futuro”, referiu o presidente do Governo,
salientando que há muita gente que não sabe o que esteve por detrás da
conquista da autonomia da Madeira em 1976. “Há uma história de luta ao abandono
a que a Madeira foi votada”, recordou, apontando para uma “sociedade marcada
pela falta de trabalho, de emigração maciça, de muita pobreza, analfabetismo, e
falta de serviços diversos”.
Elogiou a forma como as descriminações e a repressão sobre o
povo da Madeira estão “muito bem documentadas neste livro”, que retrata ainda “a
exploração, durante séculos, do trabalho e do rendimento dos madeirenses a
favor de um estado centralista que só após o 25 de Abril, deu-nos o direito de
decidirmos o nosso caminho”, referiu Miguel Albuquerque.

O governante aproveitou a oportunidade para criticar a falta
de apoio do Governo Central em relação à Madeira no combate à pandemia e
recordou que no quadro da autonomia, a Madeira precisa de “mais poder de
decisão”.
Para além de dar o parecer positivo à renovação do estado de
emergência, Albuquerque recordou ainda que estamos num dos mais difíceis e
arriscados períodos da pandemia e apelou à população para ter “o maior cuidado
nos convívios com amigos e com a família, evitando ao máximo os contactos”.
Um “sacrifício” que é preciso pedir a todos em prol do bem
comum.

