Em declarações aos jornalistas no final da sessão extraordinária da Assembleia Municipal que durou toda a manhã, Miguel Silva Gouveia reforçou que agora, e uma vez
que a CMF fez tudo o que estava ao seu alcance para garantir o cumprimento da
legalidade, e a salvaguarda dos direitos dos trabalhadores, promovendo uma
dissolução da empresa por obrigatoriedade legal, "o processo será remetido
às entidades responsáveis, nomeadamente à DGAL, ao Tribunal de Contas e ao
Ministério Público, que poderão, por sua vez, promover a dissolução coerciva da
Frente Mar. Fica tudo em causa neste momento, incluindo a capacidade da empresa
para continuar a pagar salários, em plena pandemia”, admitiu.
Mais, referiu que "com este chumbo os trabalhadores, os
fornecedores e as atividades da empresa ficam em suspenso". E acrescentou, apontando o dedo: "Não era assim que
esperaríamos entrar em 2021, no entanto, para o PSD e o CDS, falou mais alto o
charco político-partidário, e o que interessa é manter aberta uma empresa que
toda a gente concorda que deve ser dissolvida, para alimentar os seus
propósitos eleitoralistas do próximo ano, procurando usar a Frente Mar, os seus
trabalhadores e estas 115 famílias como armas de arremesso. Não pode valer tudo
em política e a irresponsabilidade de quem votou contra qualquer solução, terá
consequências.”
