O chefe de gabinete da Câmara Municipal do Porto Santo reagiu à notícia do impedimento de acesso de jornalistas que pretendiam acompanhar a reunião pública ordinária que decorre na tarde desta terça-feira.

"É totalmente falso que a
Câmara Municipal ou algum funcionário barrou ou impediu a entrada de qualquer
jornalista. Nunca tal aconteceu e nem vai acontecer", referiu Élvio Sousa, chefe de gabinete do presidente Idalino Vasconcelos.

Explica que a reunião teve o seu
início às 14h30 e que o jornalista procurou aceder ao auditório onde decorria a sessão pública pelas 15h30 e que por esse motivo, foi elucidado de que não poderia entrar.

"Até ao início da reunião ou até às 15h30 o sr. jornalista não
manifestou a sua intenção de participar, pelo que lamentamos este título desta
notícia que põe em causa o profissionalismo dos nossos colaboradores e a
perceção que o sr. jornalista passou para o exterior, nomeadamente, através de
notícia", alega a autarquia, na nota de imprensa.

"A essa hora, pelas 15h30, a sala já estava com 1/4 de lotação de acordo com a regra conhecida pela resolução do GRM, 839/2020, com
a declaração de retificação n.º 55/2020 (fruto das contingências do Covid-19),
situação que é acompanhada pelo coordenador de Proteção Civil Municipal", fundamenta no comunciado enviado ao DIÁRIO.

Sublinha que "o Município do Porto
Santo e o seu Gabinete da Presidência têm uma excelente relação com a
comunicação social regional e tem por norma conviver muito bem com a presença
dos srs. jornalistas, em especial, os jornalistas locais".

A Câmara do Porto Santo acrescenta que, "no caso em apreço,
até foi enviado informação prévia em exclusivo e a ordem de trabalhos enviada
em vários momentos para facilitar o trabalho do jornalista".

Recorde-se, conforme noticiámos na tarde desta terça-feira, que a secretária do presidente
da autarquia, Idalino Vasconcelos, confirmou ao DIÁRIO que o jornalista da Rádio Praia e correspondente do Diário de Notícias da Madeira foi impedido de entrar no auditório onde decorria a reunião pública, pelo facto de a sala estar lotada e não dispor de lugares reservados à comunicação
social.