“Isto vai ficar tudo bem, mas até lá vai haver uma
quantidade enorme de danos colaterais”, perspectivou André Caldeira,
administrador do Grupo Porto Bay Hotels & Resorts, na primeira intervenção
que fez no âmbito da conferência ‘Pensar o Futuro’, a decorrer no Hotel Savoy
Palace, no Funchal.

André Caldeira fez questão de deixar claro que partilha de
muitas das dificuldades do sector apontadas minutos antes por André Barreto,
director-geral da Quintinha São João, mas mostrou-se mais optimista quanto ao
futuro.

Numa intervenção virada “para o dia seguinte”, o jovem administrador
do Grupo Porto Bay Hotels & Resorts manifestou: “Eu não quero só que fique
tudo bem. Eu quero que fique melhor do que nós estávamos” apontou, por
reconhecer que já antes da pandemia “havia problemas que já existiam na
Madeira, problemas sérios no sector do turismo”, disse.

Na opinião de André Caldeira “estamos a tomar algumas
intervenções para melhorar o geral da Madeira”, mas no essencial da sua
intervenção, apostou em defender três vectores para o futuro da Madeira. “Competitividade
fiscal para atrair actividade económica”, “aumentar a rentabilidade do sector
turístico” e “desafios nas acessibilidades e na mobilidade numa região
ultra-periférica”, foram os temas centrais defendidos.