Na última conferência ‘Pensar o Futuro’, a decorrer no
Hotel Savoy Palace, no Funchal, Pedro Ramos, secretário regional da Saúde e
Protecção Civil, foi o primeiro orador, fazendo o enquadramento do Sistema
Regional de Saúde e em particular a resposta perante a pandemia da Covid-19.
Começou por enaltecer o crescimento exponencialmente
registado nestes 44 anos do Serviço Regional de Saúde. Lembrou que os cuidados
de saúde primários na Região “aproxima-se dos 70%” e mantém o compromisso de
cobrir a 100% até final da actual legislatura”. Relativamente ao Programa
Regional de Vacinação, fez saber que a cobertura é de 97%.
Relativamente ao Hospital Central do Funchal, agora
baptizado com o nome de Dr. Nélio Menonça, “o pai do Serviço Regional de Saúde”,
Pedro Ramos garante que “dá resposta tudo o que são situações agudas” e “acompanha
cada vez mais as doenças crónicas”. Hospital Dr. Nélio Mendonça que no início
deste ano “é colocado à prova” com o novo coronavírus. “Apesar de ter uma boa
resposta nos serviços secundários”, Pedro Ramos considera “expectável” a
evolução da pandemia na RAM.
Assegura que “continuamos a ter transmissão local”,
considerando também normal que actualmente os casos de transmissão local seja
superior aos casos importados.
O secretário com a tutela da Saúde lembrou de resto que “a
Saúde é um processo dinâmico”, lembrando “as situações de excepção” ocorridas
na última década. Contudo, na actual situação da pandemia, Pedro Ramos adverte
que “os responsáveis pela resposta podem ser atingidos e comprometer essa
resposta”. Neste particular avisa que a infecção dos profissionais de saúde tem
preocupação acrescida porque poderá comprometer a morbilidade e a mortalidade.
Pedro Ramos reconheceu que “a comunicação desempenha um
papel muito importante em situações de excepção”, como é a actualidade.
Garantiu que as atitudes e decisões tomadas pelo IASaúde
foram influenciadas por aquilo que já estava a acontecer no mundo inteiro, e
neste particular, destacou a importância da máscara de protecção, “medida
implementada em todo o mundo” por ser “uma das medidas básicas de protecção”.
Considerou ainda que a “cura está relacionada com o tempo e, muitas vezes,
também com as circunstâncias”. Afirmou por isso que “nós é que somos a vacina”
numa alusão ao comportamento perante a pendemia.
Aproveitou para esclarecer que “não há nenhum foco de
infecção nas escolas da Madeira”, já que todos os casos identificados em meio
escolar resultam de ‘transmissão familiar’.
Na primeira intervenção do debate ‘Pensar o Futuro’,
reconhece que já foi investido muito dinheiro e garantiu que vão chegar em
breve à Madeira 50 mil testes rápidos e no caso da gripe sazonal, estão já
vacinados 40 mil madeirenses.
Pedro Ramos terminou a intervenção com a convicção que “neste
momento o tratamento é responsabilidade de todos nós”.

