Sobre a 'Proposta de dissolução da Frente MarFunchal', que será debatida na próxima Assembleia Municipal do Funchal, no dia 16 de Novembro, o deputado independente Orlando Fernandes disse estarmos perante "uma proposta
complexa, que não deve ser tomada em leviandade e que mexe com a vida de mais
de uma centena de trabalhadores e suas famílias".
Orlando Fernandes afirmou que "sabia que mais cedo ou mais
tarde o executivo camarário iria colocar em cima da mesa a proposta de
liquidação da empresa". Situação que, no seu entender, "seria evitável se a tempo útil tivessem
sido tomadas decisões de correcta gestão".
Mas mais uma vez vingou a decisão política em detrimento da decisão técnica e de gestão, como seria exigido e de esperar se tudo funcionasse com rigor e transparência
"Agora apresenta o executivo
camarário, a frio e em poucas palavras, a proposta da dissolução da empresa
Frenta MarFunchal, tentando centrar a responsabilidade nos deputados da
Assembleia Municipal, pois tudo depende da votação nesta assembleia", sustentou.
No seu entender, a proposta apresentada pela CMF "peca
por insuficiente: não apresenta os documentos necessários à tomada de decisões sérias
e fundamentadas por parte dos deputados; e o curto tempo dado aos deputados
para estudarem e decidirem sobre esta matéria em tão poucos dias".
"Aos deputados
não foi apresentado um balancete, um balanço e uma demonstração de resultados, com
referência a 30 de Setembro de 2020. Documentos esses constantes de uma
proposta por mim apresentada, e aprovada por maioria em 28 de setembro, e que
não mereceu do executivo qualquer resposta", acrescentou.
O deputado independente espera que o executivo camarário "tenha a capacidade de aceitar a proposta que será apresentada e de uma vez por
todas decida dialogar com todos os deputados e aceite as suas propostas".

