A canábis estará, esta tarde, em debate no auditório da Câmara Municipal do Porto Santo.

Nelson Carvalho, director da Unidade Operacional de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências (UCAD), disse ao DIÁRIO que é preciso desmistificar este assunto.

Primeiro há que separar a utilização da canábis medicinal e recreativa, e a questão que está em cima da mesa na ilha dourada é a utilização medicinal da canábis. Quanto a essa situação estou totalmente a favor, desde que seja usada como medicamento

Nelson carvalho afirmou que o "projecto de plantação e utilização da canábis não tem qualquer perigo para a
população, porque segue regras muito restritas e rigorosas da União Europeia".

Além disso, referiu que “não irão haver
problemas socais por causa disso e a Câmara Municipal não está a tomar
partido de alguma coisa”.

Sobre o uso de drogas sem ser para fins medicinais, afirmou, que "é perigoso para a saúde".

A canábis é responsável, segundo o responsável, “por um
quarto das doenças mentais que existem". "Sabemos que cria dependência na fase
de desenvolvimento e afecta a estruturas cerebrais, provoca alterações na
aprendizagem e afecta a memória”, afirmou.

“Desde 2016, a canábis é a droga mais procurada no mundo e vamos falar
disso tudo”, sustentou.

Nelson Carvalho disse mais uma vez que há que separar as
águas, pois “o que interessa é esclarecer a população e não baralhá-la e mais muito menos fazer política com estas coisas”.

A conferência decorre, esta tarde, das 17h30 às 18h30, no
auditório da Câmara Municipal do Porto Santo.