De acordo com a informação transmitida, no boletim epidemiológico diário do Instituto de Administração da Saúde, IP-RAM (IASAÚDE), o DIÁRIO noticiava, ontem, a existência de dois novos casos positivos de covid-19 na Madeira referentes "a dois profissionais de saúde, com actividade no sector privado, na área da medicina dentária".
"Hoje há 14 novos casos positivos a reportar, pelo que a RAM passa a contabilizar 554 casos confirmados de covid-19 no território regional. Trata-se de 5 casos importados (2 provenientes da Polónia, 1 da Alemanha, 1 da Rep. Checa e 1 da Suiça) e 9 casos de transmissão local. Relativamente aos 9 casos de transmissão local confirmados hoje, estão associados a contactos próximos de casos positivos recentemente identificados, que já estavam a ser acompanhados pelas autoridades de saúde. Entre estes casos, salienta-se a existência de 2 profissionais de saúde, com actividade no sector privado, na área da medicina dentária, e 1 jovem estudante de uma estabelecimento de ensino no concelho de Santa Cruz. A Escola foi informada, tendo activado o respectivo plano de contingência".
Hoje, numa nota dirigida às redacções, a Ordem dos Médicos Dentistas queixa-se do tratamento jornalístico.
"A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) repudia em
absoluto a forma como os órgãos de comunicação social estão a noticiar que dois
médicos dentistas da Região Autónoma da Madeira (RAM) contraíram Covid-19", começa por referir o comunicado.
A OMD esclarece "que nenhum destes
contágios foi efectuado em ambiente profissional e que, por isso, mencionar
a categoria profissional destes dois doentes é no mínimo desonesto para com um
sector que é o dos mais protegidos e bem preparados para trabalhar num contexto
como este de pandemia".
A Ordem queixa-se de que nas notícias divulgadas são referidos 14 novos casos, "relatando que dois destes casos são profissionais da área privada da
medicina dentária, não fazendo referência a mais nenhuma das
áreas profissionais dos outros 12 infectados". Ora, como foi exposto anteriormente, a informação foi transmitida exactamente desta forma pelas autoridades de saúde regionais.
"Até ao dia de hoje, e bem, nunca tinha sido
especificada a área de saúde de qualquer profissional infetado, pelo que não se
entende a diferenciação que é feita agora no caso da medicina dentária, o que é
lamentável", queixa-se a Ordem dos Médicos Dentistas, sublinhando "que a população pode e
deve continuar a tratar da sua saúde oral em segurança e ter total confiança
neste sector profissional e nos seus pares".
Refere ainda "que num
inquérito feito aos médicos dentistas portugueses menos de 1% foi
infectado a nível nacional, e destes muito poucos num contexto profissional".

