O presidente da Câmara Municipal do Funchal já reagiu publicamente às buscas da Polícia Judiciária (PJ) desenvolvidas ontem nos Paços do Concelho. Escudando-se no comunicado ontem divulgado pela autarquia, Miguel Silva Gouveia afirmou que “enquanto presidente, político, cidadão e
autarca” está “100% tranquilo”.

"Sobre essa matéria tivemos oportunidade de ontem emitir um
comunicado e acho que o comunicado é claro. Não gostaria de avançar mais do que
aquilo que foi efectivamente colocado no comunicado, que é público. Todos os
documentos solicitados foram entregues e, portanto, agora é aguardar
serenamente o desenrolar da investigação. A Câmara cumpriu com tudo o que estava
ao seu alcance para colaborar com a justiça e a Polícia Judiciária", indicou o edil.

Miguel Silva Gouveia afirmou que, caso a comunicação social
queira mais informações, terá de “solicitar à própria Polícia Judiciária”, mas
relevou que todos com quem trabalha estão “100% comprometidos com a
clarificação integral para que este processo decorra de forma célere e transparente”.

Ainda sobre o acerto de datas, o presidente da CMF diz que o comunicado estabelece precisamente essa ligação, ou seja, "o
ano da denúncia é de 2018", portanto, em 2018 já se encontrava lá.

"Não nos prestou qualquer esclarecimento a esse respeito"

A oposição não perdeu a oportunidade de abordar o assunto
que está na ordem do dia. Pela voz de Paulo Silva Lobo, do PSD-Madeira, a resposta do
presidente da Câmara às perguntas dos social-democratas “é que este processo se
encontra em segredo de justiça”, portanto, “não prestou qualquer esclarecimento
a esse respeito”.

“Nesta questão aquilo que temos de fazer é confiar na
justiça e esperar que este processo se desenvolva da melhor forma. Queremos que
a verdade seja apurada, que se saiba o que se passa e por que razões é que
esteve cá a Polícia Judiciária a fazer buscas", indicou Paulo Silva Lobo, aproveitando para ressalvar que a denúncia "é anónima, mas evidentemente que não foi o PSD a fazê-la".

"Não temos qualquer ligação a esse processo", rematou o social-democrata.