O
vice-presidente do Governo, Pedro Calado, visitou, hoje, a intervenção, agora
finalizada, de beneficiação no Cais do Porto Moniz, que vem permitir o
melhoramento das condições de segurança e conforto no embarque e desembarque de
passageiros dos barcos marítimo-turísticos.

Como
explicou o governante, a obra, da responsabilidade da Administração de Portos
da Madeira – APRAM, consistiu na montagem de um passadiço no referido cais,
através da instalação de guias metálicas com sistema de engate, que permitem
que esta estrutura se adapte ao nível da maré.

Este
passadiço é amovível e será retirado no fim da época da operação, de forma a
salvaguardar a sua integridade durante o período de inverno, caracterizado por
uma ondulação marítima mais forte e pela possibilidade de temporais.

De
acordo com o vice-presidente, esta pequena intervenção, com um custo total de
35 mil euros, vinha sendo solicitada e é muito importante para as empresas
turístico-marítimas que operam naquele concelho nortenho que, neste momento,
são já quatro e continuam a aumentar.

Saliente-se,
aliás, o aumento da procura por parte deste tipo de embarcações
marítimo-turísticas para a utilização dos cais adstritos à APRAM, nos
diferentes concelhos da Região, à qual o Governo Regional tem procurado
corresponder, através da realização de diversas intervenções nas suas
infraestruturas, contribuindo assim para a dinamização económica destes
concelhos e para a sua valorização do ponto vista turístico.

O
Porto Moniz encontrava-se mais afastado deste tipo de atividade turística,
sobretudo pela falta de condições. Com esta intervenção, a acessibilidade
marítima das embarcações fica facilitada, promovendo o crescimento desta área
de negócio e potenciando o turismo na costa norte.

Actualmente,
a Madeira tem cerca de 75 entidades licenciadas nesta área de atividade, o que
representa um volume de negócios entre os 6 e os 8 milhões de euros por ano e
que empregam mais de 500 pessoas por toda a Região.

Durante
esta visita, o Vice-presidente reuniu-se com algumas forças vivas do concelho,
por forma a verificar outros melhoramentos que podem ser realizados,
nomeadamente no que se refere ao abastecimento de água e ao fornecimento de
energia elétrica às embarcações, bem como a conciliação de interesses com a
própria Lota no que diz respeito ao reservatório de combustível e ao acesso,
quer das atividades marítimo-turísticas, quer das embarcações de pesca.