Na RAM caberá à Autoridade Regional de Saúde avaliar e,
se for caso disso, alterar o período de quarentena obrigatório, actualmente nos
14 dias.
A possibilidade da quarentena vir a ser encurtada de 14
para 10 dias, conforme já avançou a Direcção Geral da Saúde (DGS), só será
aplicada na Madeira se o IASaúde assim o entender.
Garantia dada hoje pelo presidente do Governo Regional,
ao responder que essa é uma “decisão que remete para a Autoridade Regional de
Saúde”, disse.
Ainda a propósito das novas medidas que o Governo da
República quer agora implementar, nomeadamente o uso obrigatório de máscara na
via pública, Albuquerque lembra que “o uso de máscara já está determinado na
Madeira há muito tempo” apesar de “altamente contestado” numa indirecta que
visou também o PS.
Desvalorizou de resto o facto desta mesma medida ter sido
imposta sem ‘base legal’ pelo Governo Regional. “Passa a ter. Não tem base
legal mas as pessoas estão a cumprir e isso é que interessa”, sustentou.
Aproveitou de resto para reforçar a ideia que o teste PCR
deveria ser obrigatório na aviação antes do embarque.
“Aqui temos uma situação que não é comparável,
felizmente, a aquela que está a surgir na Europa e em Portugal continental. Não
temos focos de infecção local e a esmagadora maioria dos casos na Madeira são casos
detectados [à chegada] no aeroporto”. Argumentos para reafirmar que “o que era
importante para a Europa e para melhorar a circulação, era na circulação
europeia, sobretudo a nível dos aeroportos, se introduzissem aquilo que nós
reclamamos há muito tempo que é a testagem das pessoas antes de entrarem nos
aviões”. O líder madeirense não dúvida que esta opção seria “a forma para
melhorar a segurança e aumentar o fluxo de passageiros”, sobretudo nesta fase
de novo pico da pandemia onde “a situação torna-se muito complicada”,
concretizou.

