Rafael Nunes vice-presidente do grupo parlamentar do JPP mostrou-se
satisfeito à saída da reunião preparatória do Orçamento
Regional para 2021, que o partido teve com o vice-presidente do governo regional,
tendo admitido que foram quatro os vectores importantes que o JPP alertou de
forma que 2021 seja melhor para a Madeira e para os madeirenses.

“Foi uma reunião profícua onde tivemos a oportunidade de
expor os nossos pontos de vista e as nossas preocupações e levantar algumas
questões que são importantes para o futuro para recuperar a economia e levantar
o potencial económico e financeiro da nossa Região, bem como o apoio as
empresas e às famílias madeirenses.”

No sector da economia o JPP transmitiu a necessidade de “atingirmos
realmente o diferencial fiscal em relação às taxas fiscais em vigor no
continente, nomeadamente e com maior prevalência no IRS, na redução dos
primeiros escalões, mas também uma descida paulatina no IVA de forma a permitir
um melhor poder de compra das famílias e empresas madeirenses”.

Ainda neste aspecto Rafael Nunes pediu atenção particular, ao
vice-presidente do governo, às PME’s. “Terá que haver um maior apoio as PME’s,
maiores e melhores estratégias para a recuperação do emprego regional, e aqui
de realçar os trabalhadores do turismo, da restauração que precisam de medidas
urgentes e profundas para colmatar a actual situação.”

O partido alertou para a área do Turismo com uma especial
atenção às ligações aéreas bem como aos transportes marítimos entre continente
e a Região, enquanto na saúde a principal questão a ser abordada para 2021
prende-se com as listas de esperas e o apoio ao doente oncológico.

“Há que resolver as situações das listas de esperas, estamos
a falar de cerca de 20 mil madeirenses à espera de cirurgias, e 40 mil que
estão à espera de consultas de especialidade. São valores inadmissíveis em
qualquer país europeu ou em qualquer país do Mundo. Também abordamos o facto de
ter que haver mais apoio ao doente oncológico e o apoio aos pensionistas.”

“Por último quisemos alertar ao vice-presidente do governo
as questões ligadas ao sector primário, onde terá que haver um maior apoio à
agricultura. Há também que procurar resolver o mais rapidamente possível as
perdas de água, que leva ao abandono na agricultura, pelo que é um aspecto de
enorme importância a ser resolvido a curto prazo.

Também queríamos ver neste ORAM2021 um maior apoio aos
serviços das pescas, aos pescadores a toda a frota pesqueira", concluiu