O Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira
elogiou hoje as palavras de Angela Merkel na videoconferência transmitida, esta
tarde, no Comité das Regiões Europeu. A chanceler alemã afirmou que “as regiões
e as cidades são decisivas no combate à pandemia” e por isso pediu empenho
porque sem a ajuda as autoridades regionais e locais “pouco ou nada se pode
fazer”, afirmou a líder da Alemanha, país que assume a presidência do Conselho
da União Europeia (UE).

José Manuel Rodrigues destacou ainda o pedido de Angela
Merkel para a definição de políticas “que levem a uma recuperação da economia,
do emprego e que combatem as desigualdades sociais”. A chanceler alemã
considera que a Europa vive uma situação pandémica grave e por isso pediu o esforço
de todos para evitar “um novo confinamento”.

“Ficou também claro que as economias das Regiões mais
distantes do centro da Europa, e aquelas que dependem do turismo como a
Madeira, serão aquelas que levarão mais tempo a recuperar, porque essa
recuperação será feita de forma gradual. É preciso que passe esta pandemia e
que as pessoas recuperem a confiança nas viagens”, vincou. José Manuel
Rodrigues entende que “estas Regiões precisam de uma maior atenção da União
Europeia”.

O Presidente do parlamento madeirense partilha também
da estratégia da chanceler alemã em relação às alterações climáticas. “A
senhora Angela Merkel defendeu uma lei europeia para o clima e revelou que 37%
do Fundo de Recuperação Económica será adstrito a empresas que se dediquem ao ambiente
ou que tenham projetos ambientais”.

O Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira
saúdou ainda as garantias da aprovação quadro plurianual financeiro 2021-2027
neste semestre, sob a presidência do Conselho Europeu da Alemanha, e a rápida
colocação em prática do fundo de recuperação económica para a pandemia. “A
senhora Merkel anunciou que, em princípio, no mês de janeiro muitas destas
verbas já estariam disponíveis, o que não deixa de ser uma boa notícia para a
Europa e sobretudo para as Regiões que mais estão a sentir a pandemia, como é o
caso da Região Autónoma da Madeira”, concluiu.