‘Amor com amor se paga’, neste caso críticas com críticas se pagam. José Prada contra-atacou as declarações de Miguel Iglésias que ao início desta noite acusou os social-democratas de estarem a fazer “bluff” negando eventuais negociações com o governo de António Costa para atacar a demora do sentido de voto do PSD-M no Orçamento de Estado.

“Não deixa de ter graça o servilismo a que este PS local chega, nesta tentativa encomendada para pressionar ou influenciar o voto do PSD-M no Orçamento de Estado”, começa o extenso rol de argumentos dizendo que “cansa este agachar de quem nada faz e apenas se limita a critica por criticar”.

E continuou: “Dos que mudam ao sabor do vento, numa incoerência atroz, essa sim ridícula porque facilmente desmontável a cada declaração proferida.

Então o PS local criticava a postura de combate, prometendo diálogo e concertação com António Costa – se chegassem ao tal poder que ficaram a ver ao longe, mesmo tentando desesperadamente a geringonça na Madeira – e agora criticam que exista esse mesmo diálogo e concertação?”, questiona o secretário-geral chutando para o lado do líder parlamentar socialista.

“Então é o PSD-M que faz ‘bluff quando foi o PS que garantiu, ao lado de António Costa e, veja-se, apenas para ganhar as eleições a qualquer custo, que, entre outras promessas, haveria ferry para todo o ano?”, volta a perguntar José Prada recordando as três vitórias eleitorais alcançadas no passado an

“Haja paciência”, desabafa, afirmando que “ao contrário desta gente, nós não estamos preocupados em fazer demagogia nem em medir forças quanto ao nosso sentido de voto. Votaremos em consciência e sempre, incondicionalmente, a favor da Madeira e de todo o povo madeirense, colocando os interesses da Região em primeiro lugar conforme, aliás, sempre o fizemos”, esclarece sem dizer, no entanto qual será o sentido de voto.

Diz ser graças ao PSD-M que alguns dos compromissos assumidos por António Costa, nomeadamente o do financiamento para o novo Hospital, foram plasmados no presente Orçamento.“Se fosse a esperar pela influência do PS local, bem que poderíamos esperar sentados. Uma influência que foi, sim, um verdadeiro bluff, uma verdadeira farsa, durante todo o ano de 2019, que, ainda assim, felizmente para todos nós, não foi suficiente para convencer fosse quem fosse.

E termina desta forma: “Já deveriam ter aprendido a lição, porque deste tipo de incoerência e falta de carácter não reza a história”,.