O XIII Governo Regional da Madeira, resultante das regionais de 22 de setembro de 2019, foi empossado em 15 de outubro e é o primeiro de coligação no arquipélago, aquele que poderia ser um governo reformista mostrou-se um governo de continuidade, sem visível projeto político.
Passados 100 dias do Governo PSD/ CDS, a região continua sem um projeto estratégico sustentável, assim como continua órfão de uma oposição que tenha um projeto político reformista e aglutinador. Passaram 100 dias e parece que estamos perante um governo de continuidade.
O projeto que completa 100 dias é um projeto focado em preocupações mais de natureza imediata, inquestionavelmente mais preocupado em questões populistas do que propriamente em pensar estrategicamente na região. 100 dias de governo de coligação marcados por nomeações discutíveis com custos significativos para o orçamento regional e sem vantagens operacionais para a máquina do estado.
Foram dias marcados pelos intermináveis problemas na saúde, acrescidos das desavenças de quem é nomeado para onde, dias marcados pelo sim ao orçamento de estado e pelo não ao PSD nacional por parte do PSD-M, dias de indecisão para a SDM e de regionalização da praça central para festa, entretanto devolvida à CMF.
100 dias onde se mantiveram velhos hábitos e repudiáveis posturas na administração educativa que não abonam em favor de quem diz cultivar o diálogo e a tolerância. Num parlamento mais pobre em representação, tem-se destacado um presidente mais próximo, um presidente que procura estar mais junto das populações, um parlamento que procura apoiar a cultura regional e propiciar momentos de debate sobre os temas estruturantes para o nosso futuro coletivo: como são as alterações climáticas, a crise demográfica ou os apoios aos mais vulneráveis.