Não vale a pena. Podem querer colar-nos ao PSD. Podem querer colar-nos ao PS. É tempo perdido. Nós temos o nosso caminho e ponto final. Aquilo que queremos é apresentar, aos madeirenses, uma alternativa de Governo. Uma alternativa à incapacidade revelada por este PSD, que anda, e que andou, perdido durante grande parte do mandato, sem conseguir resolver a maioria dos problemas que nos afetam a todos; uma alternativa à deriva populista do PS e à preocupante inaptidão para governar, que o anunciado candidato a presidente do Governo tem demonstrado, neste segundo mandato na Câmara Municipal do Funchal. Não vale a pena e deixo aqui um convite, sobretudo ao PSD: tentar passar a mensagem de que existem entendimentos pós-eleitorais combinados entre os nossos partidos é mentir aos eleitores. Quererá o PSD ficar associado a fake news? Penso (espero) que não. O CDS já demonstrou, em diversos cenários, que está preparado para assumir papéis governativos. Podemos ser acusados de muita coisa (justa ou injustamente) mas, certamente, nunca seremos acusados de inação ou de incapacidade. Governamos a Câmara de Santana e fazemo-lo bem. Muito bem. Apresentámos (e fizemos aprovar), propostas como os passes sociais, a descida do IRC, a legalização das casas clandestinas no Funchal, a requalificação da rede viária no Funchal, a descida de diversos impostos municipais, também no Funchal. São factos. Indesmentíveis. Apresentámos centenas de propostas na área da saúde e ninguém de bom senso poderá dizer que não lideramos a luta por um melhor serviço regional de saúde. Apresentámos recentemente propostas que visavam baixar os preços dos combustíveis, propostas essas que o PSD fez questão de chumbar. Temos organizado encontros sectoriais com gente que sabe do que fala e desses encontros, sairá a parte significativa do programa de governo que apresentaremos. Não devemos nada a ninguém naquilo que respeita à competência, à qualidade, à vontade e por isso, assumimos uma ambição máxima e não pensamos em coligações pós-eleitorais. Na Europa, vivem-se tempos de mudança. Em Espanha, o partido que ganhou as eleições teve menos de 30% e quatro partidos tiveram votações superiores a 10%. Estamos num tempo em que os eleitores se sentem livres para escolher os melhores projetos, independentemente da cor da camisola de quem os apresenta. Estamos num momento em que os cidadãos entenderam que a política não é futebol e que os partidos não são clubes, aos quais devemos, sempre, a nossa fidelidade. Os partidos devem ser julgados pelos projetos que apresentam no tempo presente. Traçado o cenário, a única coisa que lhe peço, caro leitor, é para que oiça aquilo que temos para dizer. As propostas que apresentamos. Olhe para o caminho que vimos fazendo. Faça-o sem condicionamentos e depois, escolha, em completa liberdade, o projeto que apoiará com o seu voto. É assim que funciona a democracia e nós estamos preparados para ser escolhidos por si, assumindo a enorme (mas grata) responsabilidade de o representar.