O vice-presidente do Governo Regional da Madeira admitiu esta segunda-feira duplicar ou triplicar o investimento para a participação de empresas regionais no salão internacional do sector alimentar e bebidas, prevendo a presença em 2020 dos sectores do bordado e flores.
“No futuro, estes 100 mil euros de investimento em 2019 têm de ser duplicados ou triplicados, porque a dimensão e a presença numa feira como esta é altamente rentabilizada”, disse Pedro Calado (PSD) aos jornalistas, após visitar o pavilhão da Madeira no Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas (SISAB), em Lisboa.
A Madeira tem pela primeira vez uma representação oficial no SISAB, através da Invest Madeira, uma estrutura na dependência da vice-presidência do Governo Regional, embora empresas regionais tenham estado presentes desde a primeira edição.
“No próximo ano temos de trazer outras áreas que não estão representadas, além das bebidas e das frutas, temos de complementar com o bordado Madeira e também as flores, duas áreas que também caracterizam a actividade económica regional”, anunciou Pedro Calado.
Para o vice-presidente regional, o SISAB, com os seus 500 expositores e representantes de 130 países, proporciona uma “dinâmica comercial muito grande para mercados emissores muito expressivos”.
“Basta ver a presença oriental para percebermos a importância do número de consumidores. Portanto, qualquer investimento que aqui é feito é muito pouco para o retorno que se pode ter no futuro”, referiu.
Pedro Calado ilustrou que a maior fatia de exportação das cervejas Coral é actualmente a China, “um mercado longínquo, de difícil acesso e penetração”.
“Temos feito um trabalho muito grande de conquista de um mercado que tem milhões e milhões de consumidores. A nossa lógica nunca foi de quantidades, não temos escala para isso, é uma lógica que procura muito mais a qualidade e um produto diferenciado, genuíno, com as nossas características”, sustentou.
O chamado “mercado da diáspora” é também significativo, apontou, sublinhando que existem cerca de um milhão de madeirenses a residir fora da região, apenas na primeira geração.
