O coordenador do Bloco de Esquerda na Madeira aconselha o executivo madeirense a governar em vez de protestar.
Referindo-se ao facto ontem noticiado, que o Governo Regional da Madeira repudia a nova taxa introduzida pela TAP que agrava o custo das passagens aéreas cobrado aos madeirenses e porto-santenses que viajam nesta quadra de Natal, em especial os estudantes universitários que aproveitam esta oportunidade para estarem com a família, Paulino Ascenção alega que os madeirenses estão perante mais um logro.
“No fundo não repudia coisa nenhuma, pelo contrário, rejubila com cada nova oportunidade de poder protestar contra a República, contra a TAP, contra qualquer coisa que permita afastar as responsabilidades. Temos um governo regional que nunca é responsável pelo que se passa na Madeira, nem sequer pelas promessas que fez”, sublinha.
Paulino revela ainda as omissões do governo madeirense. “Diz que repudia a taxa da TAP, mas não repudia o quadro legal que dá à TAP liberdade para criar taxas, subir os preços e abusar dos madeirenses - a liberalização das ligações aéreas. Enquanto não questionar a liberalização o PSD é cúmplice das trapalhadas da TAP. No fundo Calado deseja que a TAP invente uma nova taxa todas as semanas para ele poder vir protestar e parecer que defende os madeirenses”, acrescente em nota emitida esta tarde.
“Tanta hipocrisia!” é outro dos reparos do dirigente bolsista a propósito de alegadas negociações com o governo de António Costa por parte de Albuquerque, pois refere que “depois de equiparar o Governo do PS em Lisboa ao de Maduro, dispõe-se a aprovar o Orçamento para 2020 desse mesmo governo, que ainda por cima adia por mais um ano a revisão do subsidio de mobilidade”.
