O Governo Regional da Madeira repudia a nova taxa introduzida pela TAP que agrava o custo das passagens aéreas cobrado aos madeirenses e porto-santenses que viajam nesta quadra de Natal, em especial os estudantes universitários que aproveitam esta oportunidade para estarem com a família.

“Trata-se de uma taxa que, se não for elegível em matéria de subsídio social de mobilidade, é um custo que poderá ter de ser suportado pelo passageiro, agravando o esforço financeiro que as famílias já têm de fazer, face ao custo das passagens aéreas nestas alturas de maior procura”, refere o gabinete da Vice-presidência do Governo Regional que prevê o agravamento do custo dos bilhetes nos picos de maior procura, não apenas no Natal, mas também na Páscoa.

O vice-presidente do Governo Regional repudia a medida implementada pela companhia com capitais públicos, considerando que esta “vem prejudicar, ainda mais, os madeirenses e porto-santenses, olhando apenas ao lucro, sem qualquer preocupação com a prestação de serviço público”.

Pedro Calado, diz que “não se compreende como é que uma companhia, cujo processo de privatização foi revertido, precisamente, com o argumento de assegurar também um “serviço público”, em vez disso, venha a criar dificuldades aos madeirenses e porto-santenses em matéria de continuidade territorial”.

Além do protesto público, a Região “vai também questionar, uma vez mais, o Governo da República, particularmente, o ministro da tutela, no sentido de sensibilizar para esta questão e tentar reverter mais esta medida penalizadora dos interesses dos madeirenses e porto-santenses”, afirma Pedro Calado