Desde que foi eleito presidente do PSD, Rui Rio (RR) tem enfrentado uma oposição interna movida não pelas bases do partido mas por uma chusma de lobistas/tachistas que sempre viveram à sombra do partido para dele se servirem e não ao País. Não acontecerá somente no PSD mas neste partido a luta encarniçada dos mesmos contra o presidente legitimamente eleito tem sido a todos os títulos escandalosa. Como se não bastasse a sua maneira de ser avessa à política espetáculo tão do agrado dos media e de muitos dos seus adversários internos, muitos deles habitués dos shows televisisivos como comentadores avençados desde a política ao futebol, RR resolveu encetar um caminho de credibilização da vida política com o retorno ao debate político sério sobre os verdadeiros problemas de fundo que o País enfrenta e isso como se sabe impõe seriedade, conhecimentos, estudo e muito trabalho, algo em que os lobistas/tachistas não estão interessados. Ao levar a Tribunal aqueles que no partido não cumpriram as sua obrigações e se excederam ilegitimamente na utilização das verbas a que tinham direito e não as quiseram devolver, acicatou ainda mais os seus inimigos. Desde logo uma pergunta se impõe, se não começar por endireitar as finanças do partido e acabar com os maus hábitos internos como poderá ser um 1º ministro credível? RR tem afirmado e com toda a razão que o PSD terá de ir buscar votos não à esquerda nem à direita mas aos 60% de abstencionistas que têm sistematicamente ignorado as eleições. E quem são esses abstencionistas? Na sua maioria são pessoas desiludidas com os políticos e a política nomeadamente com os partidos que passaram a ser vistos como albergues de interesseiros cujo desígnio maior é tratar das respetivas vidinhas com um tacho bem remunerado se possível e todas as vantagens possíveis a nível pessoal. É contra isto que RR está a lutar e não é fácil e até os media lhe viram as costas porque acima de tudo está o espetáculo por mais degradante que seja!

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