Há quem talvez por sofrer de amnésia ou então tentar deturpar a realidade, continue a bater na tecla gasta da dívida escondida pela anterior governação da RAM, como se a ação dessa mesma governação se resumisse a isso. Não estando isenta de críticas, a anterior governação da RAM conseguiu o mais importante que foi o excelente aproveitamento dos fundos comunitários, que permitiram à RAM dar um enorme salto qualitativo e quantitativo em termos estruturais na rede viária, com a construção de escolas e centros de saúde modernos e próximos das populações, recuperando um atraso de dezenas de anos a que fomos sujeitos pelo poder centralista e opressor de Portugal Continental (PC). Basta um pouco de bom senso e de coerência para constatar a enorme diferença, para melhor, da Madeira antes e depois da autonomia, através da ação desenvolvida pela sua anterior governação. É óbvio que houve coisas menos boas e passíveis de crítica, onde se inclui a dívida escondida, mas o saldo é muito positivo para a Madeira e para os madeirenses. Ainda a propósito da dívida escondida e embora não servindo de justificação para a mesma, é justo salientar que em PC os sucessivos governos não fizeram muito diferente, pois ao não pagarem as indemnizações compensatórias devidas às empresas públicas e obrigando-as por isso a endividar-se excessivamente em milhares de milhões de euros para manterem a sua atividade, e aproveitando o facto de nessa altura o endividamento dessas empresas, ao contrário do que se verifica agora, não contar para o défice, e recorrendo às famosas PPP, conseguiram não direi esconder dívida pública mas “disfarçá-la”. Portanto dizer que na RAM a governação anterior foi péssima ao invés do que se passou em PC é um perfeito disparate, próprio de gente distraída e de curta memória que até já se esqueceu que há bem pouco tempo estivemos à beira da bancarrota e intervencionados pela troika, fruto de uma “brilhante” governação socialista.
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