O Governo Regional considera que o Governo da República foi “negligente” pois não tinha acautelado a continuidade do ajuste directo com a Binter, a fim de garantir os serviços aéreos regulares na rota Porto Santo/Funchal/Porto Santo.
Através de comunicado, o executivo tutelado por Miguel Albuquerque assume que “a explicação dada de que tudo [os cancelamentos] se devia a problemas atmosféricos, pela empresa e tacitamente assumida pelo Governo da República, não foi aceite pelo Governo Regional, que pressionou a companhia espanhola e o Governo da República no sentido de ser colocado imediato termo ao que se passava e ainda no sentido de apurar a verdade”.
O governo madeirense dá conta de que levou a cabo averiguações que lhe permitiram aferir que tinha havido negligência por parte do Governo da República em todo o processo concursal e que a Binter não estava a voar porque o contrato não estava a ser cumprido.
“Hoje, o Governo da República decidiu prorrogar por mais dois meses o contrato de concessão com a Binter, através de ajuste directo. Ou seja, confirmando, se dúvidas houvesse, quem falou verdade em toda esta situação. E confirmado que, de facto, o Governo da República não tinha acautelado a continuidade do ajuste directo. Ou seja, foi negligente!”, afirma.
Por outro lado, lamenta que tenha sido preciso o protesto do Governo Regional e a sua pressão, bem como a da Comunicação Social, para que o Estado avançasse com novo ajuste directo.
“Enfim, como sempre vimos dizendo, este Governo da República continua a brincar com os madeirenses e porto-santenses. Esta postura de adiar as situações até ao limite, de não cumprir com as promessas, de atentar contra a Autonomia já é algo que, infelizmente, já começa a fazer escola junto do Governo da República, que deveria ser de todos os portugueses e de todos por igual”, avança ainda o Governo Regional.
O executivo madeirense conclui que “os madeirenses continuam a ser, para o Estado, portugueses de segunda”.

