Em tudo na vida há um tempo que já passou, mas há a memória que fica; o agora, as vivências do momento, o que fazemos para nos realizarmos e contribuirmos para melhorar a sociedade e, depois, o que advém deste passado e presente, isto é, o que poderemos fazer para tornarmos o ser humano menos egoísta, mais solidário, mais feliz, irradiando esse espírito a todos os que o rodeiam. A sociedade em que vivemos, tendencialmente, estigmatiza todos aqueles de quem não gosta. Os políticos estão no topo da escala, acusam-nos, injustamente, de serem todos iguais; não acredita na justiça nem nos seus agentes; existe fé, mas a religiosidade para muitos, está assente num mosaico de crenças e na existência de uma entidade superior, mas sem um suporte teologicamente sustentado; acredita-se nas falsas notícias e sentenciam-se as pessoas. Os madeirenses precisam de ter esperança, mas terão dificuldade em acreditar, novamente, em quem lha prometeu e não concretizou essa mesma esperança! Os populistas têm caminho fértil, sobretudo, quando uma sociedade, ou pelo menos uma parte dela, procura uma mudança rápida que vá ao encontro dos anseios individuais. O colectivo é menorizado, infelizmente! Se António Machado no seu “Campos de Castilla” nos indicou que somos nós próprios, ao caminhar, os que fazemos o caminho, então é tempo de darmos Esperança à nossa Autonomia, procurarmos que o presente sirva de motivação para que as pessoas, todos nós, partidários e não partidários, pois politizados já o somos, consigamos fazer caminho rumo a um 2019 que permita a todos, os que vivemos na nossa Região, ter dignidade diária, conforto na saúde, realização profissional, numa expressão: sermos felizes! Vamos a isso!