A deputada à Assembleia da República, Sara Madruga da Costa, manifestou, hoje, o seu profundo repúdio e indignação perante a intenção de encerramento parcial das estações dos CTT em São Vicente e no Porto Moniz.
Numa iniciativa realizada junto aos CTT de São Vicente, que contou com a presença do presidente da câmara municipal, José António Garcês, Sara Madruga da Costa sublinhou os alertas dos deputados social-democratas da Madeira na denúncia desta situação, para que o Governo da República pudesse impedir o encerramento. “Não o fez e mantém-se em silêncio”, acusa a deputada que estanha também o silêncio de Emanuel Câmara, presidente da câmara municipal do Porto Moniz, e de Paulo Cafofo, presidente da Câmara Municipal do Funchal, perante o encerramento do balcão do Porto Moniz, de Santo António e, aos sábados, da Avenida Zarco.
“Não ouvimos até à data, uma única palavra em defesa das pessoas afectadas pelos encerramentos dos CTT”, afirmou, referindo ser altura de passarem das palavras aos actos e defenderem efectivamente as pessoas nos seus concelhos. “É fácil ser forte com fracos quando se é fraco com fortes” acusou a deputada.
Para Sara Madruga da Costa esta é mais uma “má decisão dos CTT que prejudica a população destes dois concelhos da costa Norte, em especial os mais idosos, e constitui um mau prenúncio”.
Relembra o que aconteceu com as estações da Ponta Delgada, do Porto da Cruz e do Canical que começaram por funcionar a 1/2 e tempos depois acabaram por ser encerradas definitivamente.
“Não aceitamos que se ponha em causa o funcionamento das únicas estações concelhias dos CTT existentes nestes dois municípios e somos contra esta decisão”, assegurou.
Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente considera “injusta” esta decisão, lembrando que a população deste concelho é idosa, estando habituada a usar frequentemente os CTT tanto para levantar reformas como para fazer pagamentos.
Mesmo que a abertura se faça apenas num período do dia, adivinha um grande transtorno para a população, já que os transportes públicos também são têm uma grande frequência em toda a costa norte.
“Acho que está a faltar pela parte dos CTT aquilo que é verdadeiramente o serviço público”, disse o autarca, reforçando que este tipo de instituições são feitas para servir a população.
