Nestes dois últimos dias, o Partido Socialista realizou na Região eleições para as suas secções e concelhias, as quais decorreram simultaneamente com as eleições para o secretário-geral a nível nacional, para o Departamento Nacional de Mulheres Socialistas e para os delegados ao próximo congresso nacional, que decorrerá entre os dias 25 e 27 deste mês, na Batalha.

Esta tarde, em conferência de imprensa, o secretário-geral do PS-Madeira deu conta que deste momento resultam três apontamentos fundamentais. O primeiro é uma prova de que os militantes do PS estão mobilizados para a vida interna do partido. “Nós temos eleições que, pela primeira vez, decorreram em simultâneo para os 11 concelhos da Região, reativámos algumas das secções mais importantes do histórico do PS que se encontravam inativas e tivemos também oportunidade de eleger 87 delegados ao Congresso Nacional, um número que, praticamente, duplica aquele que vem sendo o historial do PS a nível de congresso nacional e que é mais uma prova da dinâmica interna do partido neste momento”, afirmou João Pedro Vieira.

Em segundo lugar, este dirigente do PS-M apontou uma prova de união. “Nós tivemos em todas as secções concelhias listas únicas que foram a votos, o que, ainda assim, não desmobilizou os militantes, mas dá uma prova de que estamos todos unidos naquele que é um objectivo fundamental e que é o terceiro apontamento que resulta deste momento, que é o de vencer as Eleições Regionais de 2019, sempre em articulação com as nossas estruturas locais, mas também tendo em atenção aquela que é a realidade nacional do PS”, declarou João Pedro Vieira.

“Nós tivemos, pela primeira vez em muitos anos, um universo eleitoral de 2000 militantes aqui na Região, o que é a prova de que os militantes aderiram não só inicialmente, quando disputámos eleições internas, a esse momento de clarificação da vida interna do PS, como agora», disse João Pedro Vieira, vincando que «estamos todos mobilizados, unidos e concentrados naquilo que é mais importante, que é vencer as Eleições Regionais de 2019”.

Embora os dados disponíveis até ao momento não sejam ainda definitivos, o secretário-geral do PS-M referiu que aquilo que indicam é que, “do ponto de vista das concelhias e das secções, as eleições decorreram sempre com votações superiores a 95 por cento nas listas que foram apresentadas, o mesmo acontecendo relativamente às eleições para secretário-geral, para o Departamento Nacional das Mulheres Socialistas e para os delegados eleitos ao próximo congresso”.

Refira-se que ontem foram eleitas cinco concelhias do PS-M e que hoje estão a ser eleitas as restantes seis. Recorde-se que a estas eleições concorreram listas únicas em todos os concelhos da Região. Assim, hoje, Susana Silva é eleita presidente da concelhia da Calheta, Sidónio Silva presidente da concelhia de Câmara de Lobos, Roberto Calaça presidente da concelhia de Machico, Teresa Leão presidente da concelhia do Porto Santo, Márcia Mendonça presidente da concelhia do Porto Moniz e Sara Silva presidente da concelhia de São Vicente. São também hoje eleitos secretários coordenadores de secções João Luís Silva (Calheta), Lino Abreu (Câmara de Lobos), Sérgio Diogo (Estreito de Câmara de Lobos), José Pereira Pinto (Jardim da Serra), Alberto Olim (Machico) e Ivo Santos Velosa (Caniçal).

PS-M exige demissão da secretária regional do Ambiente

Por outro lado, o secretário-geral do PS-M comentou o facto de a secretária regional do Ambiente ter mandatado a empresa Águas e Resíduos da Madeira (ARM) a penhorar 15 milhões de euros à Câmara Municipal do Funchal (CMF) por dívidas que transitam do passado recente. Segundo João Pedro Vieira, esta situação “vem demonstrar que a senhora secretária regional confunde a política partidária com as instituições, mas, mais grave ainda, com a justiça portuguesa”.

“Neste momento, já havia um pré-acordo entre a CMF e o Governo Regional, através da ARM, que orientava o pagamento dos valores que já estão acordados entre as duas partes», referiu o responsável, acrescentando que «numa atitude sem precedentes na história democrática da Região, a senhora secretária regional decide ultrapassar não só os tribunais, mas também aquelas que são as relações institucionais entre um governo e as autarquias da Região, procurando interferir naquela que é a vida diária das instituições, nomeadamente procurando castrar financeiramente aquela que é actividade da Câmara Municipal do Funchal”.

“Perante essa atitude inédita que vem obrigar ao pagamento de dívidas que estão a ser discutidas judicialmente e que vêm do tempo do senhor presidente do Governo Regional, o doutor Miguel Albuquerque, não resta outra atitude ao Partido Socialista que não a de exigir a demissão imediata da secretária regional do Ambiente”, defendeu João Pedro Vieira.

O dirigente socialista considerou ainda que “das duas, uma: ou a senhora secretária regional desconhece em absoluto que algumas dessas dívidas que estão em discussão em tribunal vêm do tempo do próprio presidente do Governo Regional, ou então nós podemos entender esta tomada de posição como merecendo a concordância do senhor presidente do Governo Regional e, aí, a situação seria ainda mais grave e colocaria em causa não só a senhora secretária regional, mas todo o Governo, numa atitude inédita de perseguição aos autarcas que, ainda em outubro, voltaram a ser eleitos com uma maioria absoluta no Funchal”.

Segundo afirmou João Pedro Vieira, à secretária do Ambiente “não lhe resta outra alternativa que não a saída imediata das funções que ocupa”.