A Câmara Municipal do Funchal já abriu o processo concursal para reforçar os seus quadros superiores com 27 novos colaboradores, medida aprovada hoje na reunião de vereadores e que teve o apoio de todos os vereadores. Uma decisão da gestão de Paulo Cafôfo que, embora seja elogiada pelos vereadores do PSD e do CDS, estes defendem o reforço de operacionais, nomeadamente aqueles que lidam directamente, no terreno, junto dos munícipes.

Segundo nota da autarquia, “a abertura de concursos, bem como as diversas fases, podem ser acompanhadas a qualquer momento na página oficial da Câmara Municipal do Funchal através deste link. Neste concurso para o quadro de pessoal, a título efectivo, são abrangidas sete áreas diferentes, nomeadamente engenheiros civis (6), geógrafos (5), técnicos de Educação Física e Desporto (5), arquitectos (4), psicólogos (3), técnicos de Protecção Civil (2) e engenheiros florestais (2), vagas às quais poderão concorrer todos os interessados, tenham ou não vínculo à Função Pública.

O presidente da CMF disse, no final da reunião, que além do descongelamento já oficializada de cerca de 600 carreiras e mobilidade de 75 colaboradores, dos 24 cantoneiros recrutados, 31 novos bombeiros, 8 juristas, 4 técnicos superiores para o Departamento Financeiro, 2 técnicos superiores de Recursos Humanos, avança em breve a abertura de concurso para contratar 24 jardineiros, 12 motoristas de transportes públicos e um técnico superior de Veterinária.

Paulo Cafôfo reforçou que após “tantos anos de duríssimas restrições orçamentais, que mantinham as contratações paradas desde 2011, a Câmara Municipal do Funchal volta finalmente a ter condições para suprir as suas necessidades de quadro, que também se agravaram ao longo deste tempo, com o envelhecimento de colaboradores e com as aposentações que tiveram lugar. Esta é uma barreira cuja ultrapassagem nos deixa muito satisfeitos e é um sinal encorajador e de confiança para a cidade e para o futuro. Há muita gente à procura de trabalho e nós precisamos desse trabalho qualificado, de forma a podermos optimizar a capacidade de resposta dos nossos serviços e responder aos desafios que se colocam hoje em dia à acção da autarquia, e que são substancialmente diferentes daqueles que eram os desafios de há 10 anos”, apontou.

Por seu turno, os vereadores da oposição que votaram favoravelmente mais estas contratações, destacaram as razões para tal, apontando contudo a outras opções.

Jorge Vale Fernandes (PSD) defende que “a resolução, directa e o mais eficiente possível, dos problemas dos munícipes” E exemplificou: “Se há problemas em pavimentos, escarpas e jardins, devido às chuvas, aquilo que é impactante na vida diária das pessoas, deve merecer actuação imediata. Não desvalorizamos a contratação de pessoal administrativo, pois também são importantes, mas devia ser prioridade a contratação de pessoas que resolvam os problemas diários dos munícipes nas áreas das águas e saneamentos, recuperação de edifícios e urbanismo”.

Rui Barreto (CDS), que também apoia estas contratações, propôs durante a reunião que, existindo “muitos profissionais que frequentam os centros comunitários e de dia do concelho, pessoas desempregadas de diversas profissões, sejam pintores, serralheiros, carpinteiros, lhes seja dada a oportunidade, contratualizando a autarquia com as entidades, aproveitando essas pessoas competentes, que precisam de ser reabilitadas para a sociedade, que fazem pequenas reparações nas casas das pessoas”, como arranjar uma fechadura, uma canalização, uma reparação num telhado. O vereador acredita que essa seria uma boa resposta do município e com um pendor de responsabilidade social.