O treinador do Marítimo, Petit, referiu aos jornalistas, após a derrota averbada em Tondela, por 2-1, que os verde-rubros têm de ser “mais inteligentes na área” e também “mais ratos”, acrescentando ainda que esta quadra natalícia serve de reflexão para todo o grupo de trabalho, a começar por si e a acabar “no técnico de equipamentos”. O recém-chegado timoneiro dos insulares também disse que vai “falar com o presidente” no sentido de contratar no ano novo mais “dois ou três jogadores” para o plantel.

“Na primeira parte não fomos uma equipa com muita intensidade, nunca conseguimos chegar primeiro que o adversário nas segundas bolas, o Tondela era forte nesse jogo mais directo. Não fomos uma equipa agressiva, mas na primeira parte fizemos o golo, tivemos mais duas ou três situações que podíamos ter feito, e também a saída de Lucas e o amarelo do Rúben tirou-nos alguma agressividade, mas estava à espera de outra primeira parte, porque trabalhamos bem, temos vindo a crescer e esperava outra atitude, outra intensidade, outra qualidade no jogo, mas não conseguimos”, começou por referir Petit, salientando que os seus pupilos têm de ser “mais inteligentes na área” e “mais ratos, como se costuma dizer”.

“Temos de ser fortes, se queremos mudar, temos de ser nós, não basta querer, temos de demonstrar dentro do campo e esta equipa tem qualidade, mas tem de continuar a trabalhar e tem de demonstrar que temos de ser nós a sair desta situação”, mencionou o técnico de 42 anos.

Agora, aferiu Petit em conferência de imprensa, o Marítimo tem esta pausa natalícia para reflectir, começando por si “e acabando no técnico de equipamentos”, porque “não é normal” o emblema do Almirante Reis estar “tantos jogos sem poder ganhar, porque há qualidade”.

“Temos que pensar e respirar mais futebol e viver para o futebol e no ano novo temos de vir com sangue novo, sangue fresco, a começar por mim. Acredito muito naquilo que eles podem fazer, acredito no meu trabalho e sinceramente, no ano novo temos que mudar e vamos falar com o presidente, às vezes mudando uma peça ou outra, pondo mais dois ou três jogadores, seja o que for, as coisas mudam, mas primeiro temos de analisar o nosso trabalho individual para depois podermos melhorar”, atirou Petit.