O Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM) emitiu um comunicado com o intuito de esclarecer informações que circulavam nas redes sociais, dando conta do encerramento do bloco operatório. A tutela desmente tal situação e precisa que “das 7 salas cirúrgicas existentes no Bloco Operatório, apenas uma sala não funcionou no dia de hoje, por motivos relacionados com a doença súbita de um dos profissionais. Esta situação inesperada causou o cancelamento de 5 cirurgias programadas”.

“O Bloco Operatório do Hospital Central do Funchal, não está (nem esteve) parado. A actividade cirúrgica decorre dentro da normalidade. Só no dia de hoje realizaram-se 41 intervenções cirúrgicas, das quais 27 cirurgias foram realizadas no bloco Central e 14 no espaço reservado à Cirurgia de Ambulatório”, refere a nota enviada à comunicação social.

Além disso, tece alguns esclarecimentos relativos ao serviço de Anestesiologia. “ A actividade da anestesia não se resume ao bloco operatório. O Serviço de Anestesiologia colabora com mais de dez áreas clínicas do Serviço de Saúde. Para além de assegurar o serviço de urgência, a actividade no bloco operatório e na Unidade de Cirurgia de Ambulatório, o médico anestesista do SESARAM presta cuidados médicos gerais e especializados, necessários para que os doentes sejam submetidos a intervenções cirúrgicas, de diagnóstico, terapêutica, ou trabalho de parto com o mínimo de risco, de dor ou desconforto”.

“A envolvência da Anestesiologia em ambiente fora do bloco operatório é cada vez maior, a título de exemplo, só no dia de hoje, foram 14 os anestesistas que asseguram as atividades clínicas no Hospital Dr. Nélio Mendonça. Esta equipa, além de garantir a prestação nas diversas salas cirúrgicas, assegurou as consultas de anestesia e participou em procedimentos como analgesias de parto, procedimento de embolectomia (realizado na hemodinâmica), colaborou com a oftalmologia, a gastrenterologia e, durante 24horas, assegurou (e continua a assegurar) a prestação de cuidados anestésicos no Serviço de Urgência Hospitalar”, refere a mesma nota.

Por fim, conclui lembrando que, para a realização de todas estas actividades clínicas, o Serviço conta, actualmente, com 19 médicos especialistas e 4 médicos internos.