“Porque não quiseram aplicar esta medida em 2015, 2016, 2017 ou em 2018 e aplicam em 2019? Porquê?” A pergunta é lançada pelo líder da bancada do Partido Socialista na Assembleia Legislativa em direcção à Quinta Vigia. Victor Freitas diz não ter qualquer problema em aplaudir a medida que visa a redução dos preços dos transportes públicos terrestres colectivos na Região, mas revela não ser preciso esperar pela resposta da residência oficial do presidente do Executivo insular à sua pergunta justamente porque sabe qual é a real estratégia de Miguel Albuquerque

“Sabem que o Partido Socialista tem um candidato forte à presidência do Governo Regional, por isso, desta forma, Paulo Cafôfo condiciona aquilo que são as medidas que o Governo Regional vai tomando neste fim de mandato”, atira em jeito de ‘farpa’ política aos social-democratas, numa reacção à intenção de o governo fixar os passes sociais para 30 e 40 euros na Região. Recorde-se que um passe a partir de Santana ou Porto Moniz custará três vezes menos (deixam de ser 123,95 euros) e as crianças até 12 anos não pagam para andar de autocarro.

De resto, o dirigente do PS-M afirma ser “bom ver o Governo Regional aplicar uma medida que está a ser aplicada a nível nacional” referindo-se à iniciativa do governo de António Costa querer beneficiar os agregados familiares, a partir de 2019, de descontos nos tarifários de passes sociais e de algumas borlas nas famílias mais numerosos. Medidas que aplicar-se-ão a Lisboa e Porto.