É a primeira reacção política sobre o assunto que faz manchete no DIÁRIO, e chega pela voz do secretário-geral do Juntos Pelo Povo. Élvio Sousa Partido aplaude a redução do tarifário, contudo, ressalva que “esta medida terá, obrigatoriamente, de se fazer acompanhar de um reajustamento da oferta de transportes públicos existentes que permita tornar a utilização do passe uma verdadeira alternativa. De que servirá a um trabalhador que entra às 15 horas, por exemplo, ter de sair de casa pelas 8 horas por não existirem outros autocarros?”, questiona.
O líder da bancada parlamentar lembra “o JPP sempre alertou para os elevados preços dos passes sociais que, muitas vezes, excediam 30%/40% do orçamento familiar. Finalmente, o Governo Regional vem implementar esta medida social que, a se concretizar, irá aliviar várias famílias madeirenses do elevado ónus a que estavam sujeitas”.
Declarações ao facto de o Governo Regional pretender investir 6,5 milhões de euros para aliviar, já em 2019, os encargos das famílias com os transportes públicos colectivos.
Um passe a partir de Santana ou Porto Moniz custará três vezes menos (deixam de pagar 123,95 euros) e as crianças até 12 anos não pagam para andar de autocarro. Tudo porque a nova medida, prevista no Orçamento Regional, implica colocar os passes sociais num tecto máximo de 30 para as carreiras urbanas e 40 euros entre a capital madeirense e os restantes municípios.
Para que isto seja possível, o Executivo liderado por Miguel Albuquerque terá de suportar as compensações indemnizatórias às transportadoras num montante que deverá chegar aos 6,5 milhões de euros.
Ora, para Élvio Sousa a “revolução” preparada para o sector dos transportes “tem de ser integrado e permitir, efectivamente, uma oferta de transportes públicos que seja, realmente, uma opção. Quer para residentes, quer para quem nos visita”.

