É bom, mas sabe a pouco. Pelo menos na óptica do Coordenador da CDU-M quando se inteirou pelo DIÁRIO que o Governo Regional pretende investir 6,5 milhões de euros para aliviar, já em 2019, os encargos das famílias com os transportes públicos colectivos. “Sendo um passo muito importante, é de lamentar que ainda não tenha sido possível, pelo que percebo, criar um passe social único em toda a Região. Era possível, em nosso entender, a criação de um passe único em toda a ilha. Nós já defendemos isso há muito, mas a própria JSD, quando Jaime Filipe Ramos era líder, também já defendeu”, reagiu há minutos, Edgar Silva.

Um passe a partir de Santana ou Porto Moniz custará três vezes menos (deixam de pagar 123,95 euros) e as crianças até 12 anos não pagam para andar de autocarro. Tudo porque a nova medida, prevista no Orçamento Regional, implica colocar os passes sociais num tecto máximo de 30 para as carreiras urbanas e 40 euros entre a capital madeirense e os restantes municípios.

Apesar de reconhecer o esforço, o comunista mostra-se contido: “É uma medida que há muito a CDU reivindicava, sobretudo para vencer injustiças sociais ao nível da mobilidade interna, particularmente das zonas mais afastadas do Funchal, o que não tem acontecido, vamos continuar a batalhar para que se crie de facto um tarifário uniformizado, que seja um passe social a ser aplicado em toda a ilha”, declarou.