Hoje, o Salão Nobre da Câmara Municipal da Calheta encheu-se para a apresentação da obra ‘Coronel Nepomuceno de Freitas’ da autoria de Francisco Fernandes, cuja apresentação foi feita por Manuel Leça, ex-Presidente do Município da Calheta, professor de carreira e figura bem conhecida da população.

Carlos Teles, presidente da Câmara Municipal da Calheta referiu que a cultura não é o parente pobre, mas sim uma área importante para autarquia, por isso voltou a apoiar afim de vocalizar a cultura. O autarca terminou a intervenção agradecendo ao autor por mais este contributo e à família do Coronel Nepomuceno de Freitas presente neste evento,

A obra esta tarde apresentada é de carácter biográfico, cuja edição é da responsabilidade da Editora O Liberal, perspectiva uma abordagem à vida e ao percurso militar do Coronel João Nepomuceno de Freitas (1877-1953), oficial do exército, da arma de Infantaria, nascido no Vale da Bica, Calheta, ilha da Madeira, filho de José Joaquim de Freitas e de Sophia Amélia de França, tendo sido casado com Maria Marcial de Albuquerque (1875-1961), de quem teve três filhos, Júlio, João Faustino e Maria da Conceição.

Após a publicação de General José Vicente de Freitas – A Liberdade de Pensar (Colibri, 2010), o interesse do autor aflorou, para desta vez se debruçar sobre o irmão do anteriormente biografado – Coronel Nepomuceno de Freitas - um combatente das trincheiras da Flandres, ferido e feito prisioneiro na batalha de La Lys, comandante do 2.º Batalhão de Infantaria da 6.ª Brigada de Infantaria, da 2.ª Divisão do C.E.P., confronto em que tantos combatentes portugueses pereceram, e que ficou a constituir a maior catástrofe militar da nossa história, só comparável à malograda campanha de Alcácer Quibir, no século XVI.

João Nepomuceno de Freitas, era médico formado pela extinta Escola Médico-Cirúrgica do Funchal, terminando a sua carreira militar no posto de Coronel, como responsável máximo pelos Hospitais Civis de Lisboa, ocupando o cargo de Enfermeiro-Mor, que desempenhou durante 17 anos. É apenas um exemplo dos muitos madeirenses que, saindo da ilha, se mostraram exemplares na vida civil, na carreira militar e no campo de batalha.