O mágico, actor e escritor norte-americano Ricky Jay morreu hoje, aos 72 anos, na sua casa em Los Angeles, Estados Unidos da América, após uma longa carreira que inclui vários filmes com o realizador David Mamet.
O seu assessor, Winston Simone, confirmou à revista Variety que Ricky Jay morreu de causas naturais.
Richard Jay Potash, que nasceu em Nova Iorque e cresceu no Estado vizinho de Nova Jersey, deu-se a conhecer como um respeitado ilusionista, arte que aprendeu com o avô.
Foi um perito nos truques com cartas e um estudioso da história da magia, mas também ficou muito conhecido pelas suas actuações na televisão e no cinema.
Em muitos dos seus trabalhos no cinema foi dirigido por Manet, entre eles a “Casa de Jogos”, obra-prima do diretor norte-americano, “A Trama”, “As Coisas Mudam”, “Cinturão Vermelho” e “State and Main”.
Em “A Trama” (1997) contracenou com Steve Martin, que num perfil publicado pela revista New Yorker, se referiu a ele como representante da “elite dos mágicos”.
Jay também teve um espectáculo a solo na Broadway (”Ricky Jay e as suas 52 assistentes”), que foi dirigido por Mamet e sobre o qual a cadeia televisiva HBO realizou um “especial” em 1996.
Atou na película de James Bond “O Amanhã Nunca Morre”, onde deu vida à personagem de um terrorista, foi narrador no filme Magnólia, de Paul Thomas Anderson, e também actuou no filme “Boogie Nights”, do mesmo director.
Em televisão, destacou-se na primeira temporada de “Deadwood”, série para a qual escreveu e também actuou, e também em “Expediente X”.
Também escreveu vários livros sobre magia.
Em 2012 foi apresentado na televisão um documentário sobre a sua vida, intitulado, “Deceptive Practice: The Mysteries and Mentors of Ricky Jay”.
