A deputada do PTP na Assembleia Municipal do Funchal, Raquel Coelho, questionou hoje a credibilidade do orçamento elaborado pela Câmara Municipal do Funchal, afirmando que o executivo está focado “não nos problemas dos munícipes do Funchal, mas no assalto ao poder, através das eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira”. Na discussão do Orçamento da Câmara Municipal do Funchal para 2019, Raquel Coelho vincou o seu desagrado e disse não ter dúvidas que, após as Eleições Legislativas Regionais de 2019, “a cidade do Funchal vai ficar mais destruída do que quando fomos bombardeados pelo submarino alemão na Primeira Guerra Mundial”.

“Ao senhor Vice-Presidente da Câmara, Miguel Gouveia, só vai sobrar ossos para roer! Porque a disputa entre a Câmara do Funchal e o Governo Regional, vai ser de tal ordem, que os cofres da autarquia vão ficar vazios... Em 2020, quem vai arcar com as consequências são os vereadores que se mantêm no executivo, são estes que ficarão com a batata quente nas mãos”, afirmou a deputada municipal.

“Temos um Presidente, que usa os Funchalenses para atingir as suas ambições e isso, meus senhores, é muito mau. Nem, António Costa, o fez em Lisboa, quando concorreu à Assembleia da República em 2015”, assumiu Raquel Coelho.

Raquel Coelho questionou ainda o presidente da autarquia, lançando um desafio: “Desafio, o senhor Presidente de Câmara, a dizer quanto tempo leva um licenciamento para a construção de uma casa de família, de um particular, no Funchal? Pelo menos um ano e meio. E agora perguntamos quanto tempo levou o licenciamento para a edificação do Projeto do Lazareto? Estamos perante mais uma dualidade de critérios por parte da Câmara Municipal do Funchal?!”.

“Se Vossa Excelência continuar o caminho que tem vindo a trilhar «de querer mudar, para ficar tudo na mesma», corre o risco da população em vez de votar na cópia, votar no original”, alertou a deputada do PTP.