O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, apresentou-se hoje no salão nobre dos Paços do Concelho, a fim de resumir quais as deliberações tomadas na Reunião de Câmara semanal, que ficou marcada pela discussão e debate do Orçamento para 2019, um documento que foi aprovado com os votos contra do PSD e que agora será submetido à Assembleia Municipal.

“O PSD que aqui votou contra apresentou nesta reunião 11 medidas. Dessas 11 medidas oito já estão vertidas no orçamento. Não compreendemos este sentido de voto, porque temos tido a abertura de inclusão de propostas para bem da cidade, porque reconhecemos que algumas são boas”, referiu Paulo Cafôfo, aproveitando a deixa para assumir que “neste orçamento estão inscritos zero euros em contratos-programa com o Governo Regional, porque até à data todas as propostas” que o executivo municipal enviou ao executivo madeirense “de obras necessárias para a cidade do Funchal” e que considera “ser do interesse regional (...) nunca foram aceites pelo Governo Regional”, esperando que essa tomada de posição “possa mudar” no futuro.

Quanto ao orçamento, Paulo Cafôfo considera que o documento é “verdadeiramente pelas pessoas”, explicando que este “não é um exercício fácil” pois não existem sempre “as receitas necessárias para tudo aquilo que gostaríamos de fazer, mas a política é isto”.

“É o exercício da gestão dos possíveis, com as receitas que temos, estabelecendo prioridades que vão ao encontro das necessidades das populações. Por essa razão este orçamento é um bom orçamento e é de continuidade daquilo que foi realizado no mandato anterior. É um orçamento que tem as seguintes premissas: aumento do investimento, redução nas despesas e reforço nos apoios sociais”, frisou o edil.

Nesse sentido, “há uma aposta clara na educação, habitação e combate às assimetrias do concelho, particularmente nas Zonas Altas, com investimento no Saneamento Básico”, na ordem dos oito milhões de euros, onde serão remodeladas as condutas de água “com mais de 50 anos que ainda são de fibrocimento”, numa extensão de 10,5 quilómetros. São Martinho, São Roque, Monte e Santo António serão as freguesias abrangidas.

“Temos 26 milhões de euros para investimento. Para o plano anual de actividades estão reservados 13 milhões de euros. Na educação estão previstos 2,2 milhões de euros”, onde se incluem as bolsas para o Ensino Superior, manuais escolares e apoios às famílias no que diz respeito às creches. Há também 8,1 milhões de euros para a segurança de taludes e um milhão de euros destinados à requalificação do Museu de História Natural.

Em suma, a equipa liderada por Paulo Cafôfo irá reduzir em “5,5 milhões de euros a dívida” da CMF que “até ao fim do ano espera-se cifrar-se nos 46 milhões de euros”.