A Comissão Eventual de Inquérito à Política de Gestão da TAP já decorre desde as 14h30. Prestes a terminar, João Paulo Marques pergunta: “Para que é que comprámos a TAP?”, admitindo que não é a Antonaldo Neves que cabe esta resposta e, por isso, questiona o CEO sobre “o que mudou” com a recompra da TAP.
O social-democrata aponta que o Estado prometeu que a empresa garantia o serviço público para a Madeira e acusa o presidente: “Vossa excelência não reconhece a autoridade do Estado”.
O CEO reitera que é um “caso de sucesso”, que contribui para o futuro do país, e menciona mais postos de trabalho, queda de 4% nos preços para a Madeira ou uma empresa que vai voar para novos destinos, para concluir: “A minha avaliação do processo de privatização e de compra do Estado é de um sucesso retumbante”. E atira: “Queria saber o que é a definição de serviço público na sociedade portuguesa. Imagino que seja isto”.
João Paulo Marques volta a falar dos preços entre as viagens Madeira-Lisboa: “Estamos há cinco horas e o senhor presidente continua a achar que as tarifas para a Madeira são módicas”.
Antonoaldo Neves questiona a razão de alguns defenderem que o subsidio de mobilidade deveria ser pago antecipadamente. José Prada intervém: “O Sr. Engenheiro está cá para responder a perguntas, não para fazê-las”, acrescentando que o presidente da TAP “é mais político do que estes políticos todos juntos”.
João Paulo Marques volta a questionar: “Os preços vão baixar para a Madeira?”
Neves responde que os madeirenses e a TAP têm uma relação “que nem casamento”, porque ambos “precisam” um do outro. E que sai deste inquérito “com o aprendizado que há muito para se fazer em relação à Madeira”, como trabalhar cancelamentos e pontualidade, “que é um problema crónico”. E elogia as infra-estruturas do Aeroporto Internacional da Madeira.
Para terminar, Antonoaldo Neves sublinha que é necessário “investir muito na comunicação sobre como os madeirenses podem encontrar as melhores tarifas na TAP”.

