A decisão da Diocese do Funchal em dispensar Giselo Andrade de pároco do Monte, podendo no entanto continuar a exercer o ministério pastoral, através de algumas actividades que lhe estavam já confiadas, na área das comunicações, e outras que eventualmente lhe sejam atribuídas, está a dar que falar.

Após a notícia ter sido divulgada pelas 21h, não têm faltado comentários à decisão do bispo António Carrilho, alegadamente tomada “após diálogos com o próprio sacerdote, ouvidas algumas instâncias da Igreja e percepcionando um sentido eclesial comum, por parte de sacerdotes, consagrados e leigos”. Um dos mais contundentes, assinado por Lobelia Rebolo, refere: “Esta decisão não foi consentida pelo Pe. Giselo Andrade, mas sim tomada unilateralmente pela Diocese do Funchal. Era (e é) vontade do nosso pároco continuar na Paróquia do Monte, sendo que nunca deixou de haver condições para o fazer. A vida paroquial sempre decorreu dentro da normalidade e com afluência de fiéis”.

Nas redes há quem lamente a decisão por ser tardia, há quem conteste a vergonha do castigo e há quem denuncie a hipocrisia da instituição onde “os pedófilos são perdoados e os que são humanos são castigados”. Mas também há quem faça reparo ao sacerdote: “Concordo! Fizeram um juramento, quebraram, assumam as consequências!”, lê-se nos comentários à notícia do DIÁRIO postada no Facebook.

Há também quem ironize, como Manuel Portugal: “Calma! Que continua a ser padre! Fica com a pasta da comunicação da diocese do Funchal. Relaxem paroquianas...”, escreve.

Os posts variam entre um solidário ‘Je suis Giselo!’ de Pedro Milheiro da Costa e um “Mas as regras são as regras” de Victor Freitas. Certo é que “o Monte vai ficar mais pobre e triste”, comenta Vera Ornelas. Mas se o Monte chora, Londres espera pelo padre, sugere Maria Azevedo.

A notícia em si também gera falatório. “A Diocese do Funchal emite notas à comunicação social, com uma velocidade diferente, para os diferentes órgãos de comunicação social. Por falar em velocidade...lá veio uma decisão....lentaaaaaaaaaaaa”, observa Miguel Guarda, jornalista na rádio Calheta. O padre Silvano Gonçalves já veio garantir que a nota foi colocada no site da Diocese para todos sem excepção.