O Mecanismo Europeu de Protecção Civil, que já existe desde 2001, tem de ser reforçado urgentemente!
Quem o assegura é a eurodeputada madeirense Liliana Rodrigues lamentando que a falta ou atraso de resposta a este nível se possa traduzir em perdas de vidas. Disse-o esta semana numa intervenção no âmbito da Comissão do Desenvolvimento Regional, sobre a criação de um Mecanismo Europeus de Proteção Civil.
Durante o 1.º debate sobre o Relatório do Mecanismo Europeu de Protecção Civil, a eurodeputada socialista frisou a importância de haver um regulamento juridicamente vinculativo que dê a resposta internacional adequada aos diversos tipos de catástrofes. “Temos de garantir que as pessoas recebem a ajuda certa, no momento exacto e pela via mais eficaz”, referiu.
Daí que em nome do grupo socialista, tivesse sugerido a inclusão no relatório de respostas aos cidadãos europeus nos domínios: “ do reforço do financiamento existente, de maneira a salvaguardar a eficácia das operações de resposta dos Estados-Membros, seja pela formação, seja pela prevenção; da aposta na formação, não apenas das entidades governamentais ligadas à causa da protecção civil, mas também das diferentes organizações da sociedade civil; da troca de boas práticas e partilha contínua de informação; do trabalho nos territórios de risco já sinalizados, com a sensibilização e preparação para eventuais catástrofes; do reforço do trabalho intermunicipal, inter-regional e da política de vizinhança no que diz respeito à proteção cívil; de uma maior articulação e coordenação com os países terceiros no que diz respeito às respostas de emergência”.
Disse ainda acreditar que a criação da rede ‘rescEU’, que não deverá substituir a acção de prevenção nacional de cada Estado-Membro, será uma forma de resposta eficaz para a protecção, prevenção e recuperação nas situações mais difíceis pelas quais uma região pode passar.
