Realizou-se nos dias 29 e 30 de Junho e 1 de Julho, na Sala do Senado da Universidade da Madeira (UMa) e nas matas do Cabo Girão, o seminário intitulado ‘Emoções, Criatividade e Aprendizagem na Natureza - Oportunidade para todos’, organizado pelo Centro Social e Paroquial de Santa Cecília, em parceria com a Universidade da Madeira.
Este seminário debruçou-se sobre temáticas diferenciadoras e de extraordinária importância de implementação no ensino em Portugal, sendo elas as emoções, a criatividade e a aprendizagem na natureza.
Para tal contou com a presença dos prelectores Carlos Neto, Jacinto Jardim, Ana Antunes, Glória Franco, Maria João Beja, Sara Bahia, Rui Mendes, Mário Santos, Teresa Gouveia e Florence Gomes, que têm desenvolvido trabalhos e estudos bastante significativos nas referidas áreas, tornando este seminário um espaço de debate e partilha de ideias numa perspectiva de ensino mais profícuo e diferenciador.
Este seminário foi presidido pelo padre Francisco Caldeira, presidente do Centro Social e Paroquial de Santa Cecília, e contou com a presença do secretário regional de Educação, Jorge Carvalho, director regional de Educação, Marco Gomes; presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, vice-reitora da Universidade da Madeira, Custódia Drumond e vice-presidente da Segurança Social, Augusta Aguiar.
Reflectiu-se neste seminário que a escola de hoje é muito equiparada à escola do século XIX, a necessidade de mudança manifestada pelos participantes registou-se em várias linhas de pensamento que vão desde a necessidade de currículos académicos mais flexíveis de forma a adaptarem-se à evolução social do século XXI e como tal às exigências dos alunos que temos na escola de hoje, até à carência do brincar nas nossas crianças, tornando-os seres mais criativos, empreendedores e mais estruturados ao nível das competências sociais e emocionais. Esta situação chamou à atenção nos intervenientes deste seminário para a importância da redução da carga horária curricular e alertou para o valor do aumento do número de horas onde os alunos “estão a ser crianças”, utilizando, para tal, espaços outdoors existentes na nossa região, tais como as florestas, o mar, os jardins, bem como outros espaços ao ar livre.
