Um auto denominado descendente de lenhador veio, nesta página, defender o investimento da Câmara de Machico numa peça de homenagem aos madeireiros do Santo da Serra, recentemente colocada numa rotunda da Ribeira de Machico.

Munido de machado e serrote quis o escriba, sobretudo, tentar apoucar o enorme volume de obras públicas feitas por todo o concelho, no tempo da gestão autárquica do PSD, valorizando a peça dita de escultura agora concebida por um candidato socialista, com o patrocínio da edilidade. Aliás, a mesma entidade que também patrocinou, há pouco, a publicação e promoção duma edição local de outro conhecido socialista. Aquilo que seria um pecado de lesa-pátria, feito pelo PSD, reveste-se, agora, da mais cândida virtude quando praticado pelo PS. Isso sim, é obra.

Mas o mais impressionante é o modo como se refere aos volumosos investimentos que a Câmara e o Governo PSD fizeram em Machico, tentando desvalorizá-los. A frente-mar e a praia de areia eram aterros. Agora exibem-se por lá todos os dias. O Forum Machico era um mamarracho. É vê-los nas peças apresentadas com seu ar intelectual. O Museu da Baleia era um elefante branco, agora é um ex-libris que ganha prémios nacionais e internacionais. As estradas e rotundas deixaram um buraco nas contas. Agora é apreciá-los a fazer inaugurações de bustos e arranjos de flores, colocando uma placa com o seu nome nas obras que os outros fizeram a muito custo e debaixo de críticas. E afirma o nosso descendente de lenhador que muito dinheiro foi desbaratado. Pois imagine-se se todas as obras criticadas pelo PS ainda estivessem por fazer. Isso seria um problema para o concelho, para além de todos os outros. Felizmente e a tempo houve gente responsável que esteve na Câmara para servir os verdadeiros interesses do povo. E ao contrário do que afirmam os adversários do PSD, o processo Cuba Libre não retirou nada a Machico. Este concelho só beneficiou com as obras feitas pelo Governo Regional. O mesmo não se poderá dizer dos fofinhos socialistas, que o nosso lenhador veio defender, e que comandados pelo eng. Sócrates, lá por Lisboa, delapidaram o país, deixando uma factura que vamos levar décadas a pagar, também com os nossos impostos.

Emanuel Gomes