Como cidadão e mandatário do presidente Paulo Cafôfo não posso ficar indiferente à sujidade mental que começa a manifestar-se à volta das próximas eleições autárquicas. A atitude que tenhamos face à questão da honra e do bom nome é aquela que distingue um cidadão de um canalha. É uma espécie de regra de ouro da cidadania.
Reafirmo que foi para mim uma grande honra o convite que o presidente me dirigiu para ser seu mandatário. Aceitei sem hesitações, pela apreciação global que faço do seu trabalho e pelo momento que a cidade atravessa, mas sobretudo pelo seu carácter, seriedade, dedicação e amor à cidade. Poderia ficar comodamente com os meus escritos e com aquele diletantismo de quem acha que já fez o que tinha a fazer e não precisa de provar mais nada. Arrumar as sapatilhas, como costumo dizer. Mas não, comprei umas novas para fazer, a seu lado, a campanha da reeleição.
O presidente teve um mandato extremamente difícil: herdou uma dívida do tamanho da ilha; teve que governar com as regras impostas pelo PAEL que limitaram a sua acção e capacidade de investimento; confrontou-se com a atitude discriminatória do GR de recusa de qualquer contrato programa; teve logo no princípio do mandato uma divergência interna que o obrigou a reconstituir a sua equipa dirigente, que se revelou coesa e competente; recebeu uma cidade em crise, sem norte e sem estratégia; e, no verão passado, a tragédia dos incêndios que abalou a cidade e deixou marcas profundas nos cidadãos - mas onde, no meio das hesitações e do pânico criado, revelou qualidades notáveis que todos lhe reconhecemos. E – o mais importante de tudo – governou sem maioria, demonstrando uma capacidade apreciável de liderança, de diálogo e de consensos.
No meio de todas as dificuldades chega ao fim do seu mandato liberto do PAEL, com metade da dívida paga e uma cidade mais preparada e com uma estratégia sustentada. Com planos e programas avançados que começam a ter condições de sucesso. Um trabalho que tem de ser continuado e que deve merecer o nosso apoio. A cidade hoje não tem comparação com a que foi deixada há quatro anos.
Escolheu e definiu um modelo de candidatura que reúne várias sensibilidades políticas e isso agrada-me, porque é dar mais voz à cidadania, cidadania que deve marcar a campanha eleitoral e o próximo governo da cidade. Neste contexto, estão reunidas condições para um mandato de tipo novo, mais moderno e participativo. Trata-se de continuar uma política e um estilo de governar que deu resultado.
É este balanço positivo e os apoios manifestados à recandidatura, que explicam os ataques desvairados, provocatórios e soezes à figura impoluta do presidente Paulo Cafôfo. Na política como na vida não vale tudo. Mas para os “vencidos da vida”, habituados a chafurdar nas sarjetas, parece que sim.
Uma campanha eleitoral com ideias, um debate que pode ser morno ou duro, não interessa, mas limpo. Para isso podem contar connosco, porque é isso que queremos e os cidadãos desejam. A cidade em primeiro lugar.
Ao presidente Paulo Cafôfo aquele abraço solidário.