O reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, considerou que Fátima “não se esgota neste centenário” e que “continuará com força e pujança a divulgar-se em todo o mundo”.
“Eu diria que Fátima de alguma forma se esgota”, afirmou Carlos Cabecinhas, após ser questionado sobre os diversos acontecimentos ao longo destes 100 anos, destacando-se, depois das “aparições” terem sido declaradas como dignas de crédito, o crescimento do templo, a difusão da mensagem de Fátima, as visitas papais, a beatificação dos videntes Francisco e Jacinta e o anúncio da sua canonização.
O reitor do santuário, onde peregrina o papa Francisco a 12 e 13 de maio, rejeitou que 2017 seja o ano de “esgotamento de Fátima”.
“Pelo contrário, nós achamos que 2017 será um ano de consagração que continuará a partir de 2018, manifestando toda a força que Fátima tem e toda a atualidade que a mensagem de Fátima tem”, continuou.
O sacerdote referiu que em 2000, quando o papa João Paulo II anunciou a divulgação da terceira parte do segredo de Fátima “muita gente dizia ‘Fátima acabou (...), não tem mais sentido de existir, está conhecido o que havia a revelar e, portanto, Fátima esgotou-se’”.
“O engraçado é que, pós 2000, depois desse anúncio, Fátima continuou a crescer”, salientou, convicto de que “Fátima tem muito a dizer ao mundo de hoje e tem muito a dar ao mundo de hoje”.
Para o responsável, “mesmo o exemplo dos pastorinhos continuará a servir como estímulo para a visita a Fátima e para divulgar Fátima”.
“Estou convencido que Fátima continuará com força e com pujança a divulgar-se em todo o mundo. Aliás, a presença crescente de fiéis da Ásia é sinal disso mesmo, de que Fátima não se esgota neste centenário, aliás Fátima pretende expandir-se ainda mais a partir deste ano de 2017, a partir deste centenário”, acrescentou.
Francisco será o quarto papa a visitar Fátima, a 12 e 13 de maio, para presidir ao centenário das “aparições” na Cova da Iria.
Os anteriores papas a estar em Fátima foram Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991, 2000) e Bento XVI (2010).
