Um pufe no lugar da cadeira rígida, bancos coloridos, computadores, robôts, drones, tablets, impressoras 3D, quadros e painéis interactivos. Esses são alguns elementos que pode ver nas salas de aulas do futuro, em exposição e debate na Universidade da Madeira até ao próximo sábado.
A iniciativa superou todas as expectativas as ao nível da participação, com cerca de 250 docentes inscritos dos vários níveis de ensino, desde os educadores de infância aos professores dos vários ciclos e da Universidade. Elsa Fernandes, coordenadora da Comissão Organizadora, vê nessa adesão um efectivo desejo de mudança de mentalidades e de comportamentos. E o reconhecimento de que o actual modelo dá sinais claros de saturação.
“O objectivo é repensar a escola. Estão a acontecer muitas mudanças” que a escola tem de acompanhar, defende a docente da Universidade da Madeira, onde se realiza este seminário. Mas fica a advertência: criar uma sala do futuro não é só com tecnologia. É muito mais do que isso. É mudança no espaço, na visão do papel do aluno e nas metodologias de trabalho”, revela.
Os alunos de hoje têm outras características, estão mais vocacionados para ver e agir do que para ouvir. A docente revela que, no futuro, o aluno participa muito mais, “investiga, cria, interage. Não é só o professor a debitar” conhecimento, explica.
Confrontada com a possibilidade de resistências, mesmo entre a classe docente, Elsa Fernandes admite que sim. Mas garante que não serão esses a travar as novas tendências.
Na Madeira o projecto ainda dá os primeiros passos, mas já tem uma meta traçada: abrir uma sala de aula do futuro no próximo ano lectivo, na Universidade da Madeira. No início, os alunos serão actuais professores. Ao nível nacional, este conceito já foi materializado em 20 salas de aulas.
Durante a tarde de hoje, o secretário da Educação esteve presente e deixou palavras de encorajamento. Jorge Carvalho admitiu que o futuro é cada vez mais tecnológico e os alunos devem acompanhar esse caminho.




