O Governo Regional decidiu anular (revogar) a decisão que tomou a 6 de Abril deste ano, que autorizava a IHM “a celebrar um acordo para gestão partilhada com a ‘Raríssimas - Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras’, de parte do espaço não habitacional, de que aquela é dona e legítima proprietária, localizado no Bloco 13, identificado pela letra “A”, do Conjunto Habitacional do Hospital”.

A revogação da decisão surge depois do escândalo nacional com a Raríssimas, em que a presidente é acusada de usar os meios da instituição em benefício próprio. Na Madeira, a representante da instituição já havia apresentado a demissão das funções.

Na decisão que agora toma, de cancelar a autorização à IHM, o Governo Regional não apresenta qualquer justificação.

Em Abril, o Governo justificava a autorização para a gestão partilhada do espaço entre a IHM e a Raríssimas com o facto de esta ter “como finalidade a promoção dos direitos inerentes à dignidade humana, promovendo o apoio a crianças, jovens e idosos, apoio à família, integração social e comunitária, educação e formação profissional dos cidadãos, apoio humanitário a pessoas em situação de necessidade de auxílio, combate à exclusão social, protecção da saúde, quaisquer outras relacionadas com as anteriores e com os fins da instituição e dedica-se a outras actividades de apoio social sem alojamento” e a IHM dispor “de um espaço adequado às pretensões da Raríssimas”.