O bispo do Funchal, D. António Carrilho, reagiu ao anúncio da paternidade do padre Giselo Andrade. O caso, que fez manchete na edição de domingo do DIÁRIO, tem agitado a comunidade católica, mas nem por isso o pároco do Monte deixou de celebrar a missa este domingo.
“Tudo se perdoa, desde que haja verdadeiro arrependimento e mudança de vida, mas a Igreja não aceita evidentemente uma vida dupla”, declarou D. António Carrilho.
Sobre a continuação no exercício do padre Giselo Andrade no ministério sacerdotal, o bispo remete para a decisão do sacerdote, a quem cabe “assumir em consciência renovar o seu comportamento” e “comunicar com a Diocese neste sentido de fazer a sua opção”.
Giselo Andrade manifestou “muito concretamente” que deseja continuar na Paróquia do Monte e que “sente que o povo está com ele”, mesmo depois de assumir a paternidade de uma menina nascida a 18 de Agosto, filha de uma antiga colega de universidade, conforme o DIÁRIO revelou na edição impressa deste domingo.
D. António Carrilho não quis deixar de sublinhar que “quem assume o celibato, assume-o livremente” e, como tal, pode decidir repensar a sua decisão.

