A Alemanha reduziu e vai continuar a reduzir a sua presença diplomática na Coreia do Norte para reforçar a “pressão” contra o programa balístico e nuclear do regime de Pyongyang, disse hoje em Washington o chefe da diplomacia alemã.
“Nós já reduzimos o número de funcionários na nossa embaixada na Coreia do Norte e vamos reduzir novamente”, declarou Sigmar Gabriel, após um encontro com o seu homólogo norte-americano, Rex Tillerson, na capital federal norte-americana.
Berlim já chamou dois diplomatas, está a preparar o repatriamento de um terceiro e poderá estender este processo em coordenação com outros países europeus, detalhou o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão.
Sigmar Gabriel acrescentou ainda que foi solicitado ao regime de Pyongyang que “reduza a respetiva representação diplomática” em Berlim, sem adiantar mais pormenores.
Em reação ao desenvolvimento do programa balístico e nuclear norte-coreano, os Estados Unidos têm pressionado a comunidade internacional a cortar relações com o regime liderado por Kim Jong-un.
Sigmar Gabriel assegurou, no entanto, que Rex Tillerson não pediu a Berlim para retirar o embaixador alemão em Pyongyang.
“Estamos a aumentar a pressão diplomática”, mas “devemos primeiro aplicar as sanções já adotadas”, disse o ministro alemão.
Em setembro passado, a chanceler alemã, Angela Merkel, expressou um “claro desacordo” com o tom utilizado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, ao lidar com o regime norte-coreano.
Nos últimos meses, Trump e o líder norte-coreano têm estado envolvidos numa escalada de retórica que progressivamente ficou mais violenta e bélica, com ambos a lançarem ameaças de um ataque nuclear.
Após o mais recente disparo de um míssil balístico intercontinental da Coreia do Norte (na madrugada de quarta-feira no território norte-coreano), o primeiro dos últimos dois meses e meio, a embaixadora dos Estados Unidos junto da ONU, Nikki Haley, voltou a ameaçar “destruir completamente” aquele país em caso de guerra.
