Num destino turístico “marcado pela sazonalidade” e que está a “dar os primeiros passos” nas operações de época baixa, a proposta de criação de uma taxa turística é vista, pelos hoteleiros com unidades no Porto Santo, como um “erro tremendo”. A posição é assumida por Sérgio Gonçalves, vice-presidente da direcção da ACIF com o pelouro do turismo e também administrador dos hotéis do Grupo Sousa no Porto Santo.
Sérgio Gonçalves contactou os associados da ACIF com hotéis no Porto Santo e a oposição à proposta do movimento ‘Mais Porto Santo’ é unânime.
Os hoteleiros consideram que esta medida, a ser aprovada pela autarquia, iria contra outras que foram assumidas, pelos empresários, para promover as operações de inverno. Os hoteleiros pagam incentivos aos operadores turísticos para garantir operações na época baixa e não aceitam que esse valor seja “consumido por via de uma taxa turística”.
Sérgio Gonçalves não tem dúvidas de que uma medida destas teria efeitos junto dos operadores, diminuindo a competitividade do Porto Santo e colocar em causa os esforços desenvolvidos para garantir a vidna de mais turistas.
O movimento de cidadãos ‘Mais Porto Santo’ vai defender na reunião de câmara de hoje a introdução da Taxa Municipal Turística sobre Dormidas, como forma de gerar mais receitas para o concelho.
A proposta do vereador José António Castro prevê a introdução de duas taxas, no valor de 0,50€ no Inverno, entre Novembro e Março, até ao valor máximo de 2,5€ por estadia, e de 1€ no período de Verão, entre Abril e Outubro, até ao valor máximo de 5€ por estadia.

